O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou positivo o desempenho da ministra Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais e afirmou nesta quarta-feira que ela ficará ainda mais conhecida quando deixar o governo.
– É muito cedo para que a gente faça qualquer avaliação das eleições de 2010... a campanha vai começar quando começar a campanha na televisão. Eu acho que a performance da Dilma está bem, mas o jogo não está definido, não se sabe qual é a escalação dos times ainda – argumentou o presidente a jornalistas, nesta quarta-feira.
No fim de semana, pesquisa do Datafolha mostrou, no principal cenário, a ministra apenas 4 pontos percentuais atrás do provável candidato do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra.
Para Lula, Dilma está se saindo como os governistas esperavam.
– Acho que a pesquisa estava dentro de uma visão que nós tínhamos dentro do governo, a Dilma vai crescendo à medida que ela ficar conhecida e ela vai ficar mais conhecida quando sair do governo e começar a andar o Brasil livremente, a fazer campanha – completou.
Terrorismo
Na véspera, após uma solenidade, Lula se disse favorável ao fim de qualquer tipo de "terrorismo" na disputa eleitoral deste ano.
– Não acreditem e não aceitem aquela ideia imbecil que se falava neste Brasil: 'Ah, se ganhar fulano vai estragar tudo, se ganhar beltrano vai estragar tudo'. Fizeram muito terrorismo contra mim durante todas as vezes que eu disputei a eleição, ou seja, mentiram tanto que um dia o povo não acreditou mais. Não existe possibilidade de quem quer que seja estragar o que está construído nesse país – disse.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que falou antes de Lula na solenidade para dirigentes da indústria automobilística, foi lançada pelo PT pré-candidata à Presidência no mês passado. Ela deve enfrentar nas eleições o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
– A eleição não pode mais causar qualquer cenário de terrorismo no Brasil: 'a bolsa caiu porque não sei o quê subiu'. Não existe essa possibilidade. Espero que quem vier faça muito mais, porque nós precisamos crescer, gerar emprego, gerar renda – concluiu a ministra.