O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, exonerou nesta quinta-feira o chefe de sua proteção pessoal, depois que viu sua segurança ser afetada em várias ocasiões desde que assumiu o cargo no dia 25 de maio.
O comissário Ricardo Pedase será substituído na chefia da segurança presidencial pelo subcomissário Héctor Patrignani, que tinha trabalhado fazendo a proteção de Kirchner durante a campanha eleitoral.
- Após todos os episódios ocorridos, a Polícia Federal e o Ministério de Justiça e Segurança decidiram reestruturar toda a equipe de segurança para tentar superar estes inconvenientes e também para que esta se adapte ao estilo do presidente - disse um porta-voz do governo.
A segurança do presidente se viu afetada em diversas ocasiões por diferentes fatos, desde uma série de golpes involuntários que Kirchner recebeu quando deixou de lado o protocolo, até problemas com o helicóptero no qual viajava durante uma viagem à província de Jujuy.
Segundo a fonte, o chefe de Estado quer uma proteção que o acompanhe quando saia do protocolo para se aproximar das pessoas. "Não quer que seu automóvel viaje cercado de motocicletas, nem que ultrapasse os sinais vermelhos", afirmou.
O episódio mais marcante ocorreu minutos após ter assumido a presidência da Argentina. Um repórter fotográfico bateu involuntariamente com sua câmara na testa de Kirchner, quando o chefe de Estado se misturou à multidão na Praça de Maio, em frente à sede do Governo. Devido ao incidente tiveram que lhe fazer uma pequena sutura.
Presidente Argentino exonera chefe de segurança pessoal
Quinta, 04 de Setembro de 2003 às 20:39, por: CdB