Pelo menos uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas em um atentado suicida durante um desfile militar no centro de Cabul, neste domingo, que contou com a presença do presidente Hamid Karzai, entre outros políticos importantes. Forças de segurança cercaram Karzai e centenas de pessoas fugiram após o tiroteio iniciado depois de uma explosão. Há relatos de que dois parlamentares teriam ficado feridos.
O desfile militar marcava os 16 anos da queda do governo afegão apoiado pela União Soviética pela mão dos mujahedin. Após o atentado, o presidente Karzai apareceu ao vivo em cadeia nacional de televisão para acalmar a população. Um porta-voz do Talebã disse que o movimento assume a autoria do atentado. Segundo o porta-voz, seis militantes armados foram posicionados perto do desfile com bombas atadas ao corpo. Três deles foram mortos e outros três presos, disse o porta-voz.
No comunicado transmitido pela TV, Karzai confirmou as prisões:
- Felizmente as forças de segurança afegãs cercaram (os responsáveis) rapidamente. Alguns deles foram capturados. Tudo está calmo, fiquem tranquilos - disse Karzai.
O hino nacional estava sendo tocado quando começou o ataque no desfile, o evento militar mais importante do calendário afegão. Imagens ao vivo da TV mostraram o presidente Karzai em pé em um grande palanque, cercado por vários parlamentares, membros do gabinete, comandantes militares e diplomatas estrangeiros.
Os embaixadores dos Estados Unidos e do Reino Unido e o comandante militar da Otan estavam entre os presentes. Uma explosão ocorreu ao fim de uma salva de tiros, seguida por um tiroteio. A transmissão ao vivo do evento pela TV foi suspensa pouco depois.