Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Presidente administra tensões em reunião de cúpula

Seis reuniões com chefes de Estado foram assinaladas na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa, nesta capital, do Peru, da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia. Um dos mandatários com quem Lula se encontrou, na manhã desta sexta-feira, foi o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, que defende a revisão do Tratado de Itaipu. (Leia Mais)

Sexta, 16 de Maio de 2008 às 09:55, por: CdB

Seis reuniões com chefes de Estado foram assinaladas na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa, nesta capital, do Peru, da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia. Um dos mandatários com quem Lula se encontrou, na manhã desta sexta-feira, foi o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, que defende a revisão do Tratado de Itaipu e o aumento da tarifa da energia produzida na usina que o seu país vende para o Brasil. O atual presidente paraguaio, Nicanor Duarte, também participou da reunião. Entre a série de compromissos estavam os encontros com o presidente da Comissão Européia, Durão Barroso, e com os governantes da Jamaica, da República Tcheca, da Polônia e da Bulgária.

O dia de debates dos chefes de Estado que se reúnem em Lima começou logo cedo com a sessão plenária de abertura do evento. Em seguida, vários grupos de trabalho passaram a discutir os dois eixos centrais da cúpula. Um deles discutirá a pobreza, desigualdade, inclusão e desenvolvimento sustentável e o outro tratará de mudanças climáticas, meio ambiente e energia. Ao final do dia, os mandatários assinam a Declaracão de Lima, com as conclusões das discussões iniciadas no dia 13 pela delegação dos altos funcionários dos países participantes. O documento vai traçar os caminhos a serem percorridos para se alcançar os objetivos definidos nas áreas social e comercial.

Chaceleres e presidentes já afirmaram que temas como energia, crise de alimentos, imigração, combate ao terrorismo e ao crime organizado devem estar incluídos na declaração.

Ao desembarcar, na véspera, Lula disse que não se pode descartar a possibilidade de haver pontos de tensão nos debates entre os chefes de Estado presentes à reunião. Ele, entretanto, destacou que nunca houve um momento de tanta democracia na América Latina e tocou em um assunto polêmico ao falar das Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

- É verdade que pode ter uma ou outra tensão, mas é verdade que temos democracia aqui como jamais tivemos em nenhum outro momento histórico. Hoje, com exceção das Farc, você não tem nenhum grupo propondo luta armada, você não tem guerrilha, você não tem terrorismo e você tem os países construindo a democracia. É isso que interessa - afirmou Lula.

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