Por Redação, com Reuters e ABr - de Brasília:
A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, que o seu governo não está envolvido em esquema de corrupção e evitou comentar declaração feita na segunda-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de que o governo brasileiro está envolvido no maior escândalo de corrupção no mundo.
- Primeiro, não vou comentar palavras do presidente da Câmara. Segundo, meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente - disse em entrevista coletiva na Finlândia.
Sobre a Petrobras, Dilma disse que “não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo e sim pessoas que praticaram corrupção"
Ao ser questionada se a Petrobras é uma empresa de seu governo, a presidenta respondeu que “não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo. São pessoas que praticaram corrupção e elas estão presas".
Para ela, o objetivo da oposição é inviabilizar a ação do governo, mas essa ação não será inviabilizada “faça ela quantos pedidos de impeachmentfizer”.
As declarações de Dilma foram feitas durante entrevista ao lado do presidente finlandês, Sauli Niinisto.
A presidente reconheceu na entrevista a importância de se conseguir um quadro de estabilidade política para se atingir a recuperação da economia, e reiterou o compromisso do governo com o ajuste fiscal e o controle da inflação.
- É importante dizer que é necessário, sem dúvida, estabilidade política para que a gente tenha um percurso mais tranquilo em relação à recuperação econômica, e o governo tomou todas as medidas nesse sentido - disse.
- Nós estamos reconstituindo a base política de sustentação do governo. É absolutamente garantido que nós vamos superar essa crise - acrescentou Dilma, que realizou reforma ministerial no início deste mês para reacomodar os partidos da coalizão governista.
Cooperação com a Finlândia
Em visita oficial à Finlândia, a presidenta disse que quer ampliar a relação comercial e de cooperação educacional com o país escandinavo. Dilma se reuniu nesta terça-feira em Helsinque com o presidente finlandês Sauli Niinistö e em seguida os dois deram uma declaração à imprensa.
- Transmiti ao presidente a admiração dos brasileiros pelo modelo educacional da Finlândia, modelo que é hoje uma referência global - disse a presidenta ao falar do estreitamento da relação entre os dois países.
- Queremos intensificar as ações conjuntas na educação básica. Gostaríamos de intensificar a cooperação bilateral em matéria de formação de professores, tanto para o ensino básico como para o ensino técnico e vocacional - afirmou Dilma.
A presidenta também elogiou a parceria Brasil-Finlândia no Programa Ciência sem Fronteiras, que promove o intercâmbio de estudantes brasileiros em universidades estrangeiras, e disse que propôs ao colega finlandês a criação de um centro de inovação bilateral com sedes nos dois países.
No âmbito comercial, Dilma disse que espera mais investimentos finlandeses no Brasil, especialmente no setor naval e de exploração de petróleo offshore (campos marítimos).
Agenda internacional
Segundo Dilma, ela e Niinistö também conversaram sobre temas da agenda internacional e o Brasil recebeu apoio finlandês ao pleito por um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
A presidenta brasileira também destacou a conversa sobre a negociação do clima, que terá nova rodada em dezembro, durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (COP-21), em Paris.
- Reafirmamos o compromisso com a Agenda 2030 e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e desejamos que a COP-21, em Paris, alcance um acordo justo, equilibrado, ambicioso e duradouro - concluiu.
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