A presidenta Dilma Roussef passsa praticamente toda essa semana em Nova York - chega de volta ao Brasil na 6ª feira - onde se torna, depois de amanhã, a primeira mulher na história a abrir uma sessão anual da Assembléia Geral das Nações Unidas. Desde que foi fundada em 1945 a ONU tem sua assembléia geral anual aberta oficialmente por presidentes brasileiros.
Em seu discurso na abertura dessa 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas nesta 4ª feira a presidenta, numa dos gestos mais importantes de sua estada na ONU, manifesta o apoio brasileiro ao reconhecimento do Estado palestino, proposta a ser votada amanhã pelo plenário da Organização. Em dezembro pp., ainda no governo Lula, o Brasil já havia reconhecido a existência do Estado Palestino nas fronteiras anteriores a 1967, antes de invasões israelenses.
O outro item de maior destaque na agenda presidencial será a análise da crise econômica mundial, os problemas enfrentados pelos Estados Unidos e a Europa e o risco de contágio em economias emergentes. Nesse ponto a presidenta Dilma deve tratar das políticas adotadas pelo Brasil para vencer a turbulência global incentivar a inclusão social e a ascensão dos mais pobres à classe média.
A crise econômica, principal foco do discurso
No prosseguimento de sua agenda de política externa, a chefe do Estado brasileiro mantém encontros, em separado, com quatro chefes de Estado - o número pode chegar a até sete - entre os quais os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy.
Nesta permanência de cinco dias a presidenta, além das reuniões com os chefes de Estado, encontra-se, também, com a ex-presidente do Chile, Michelle Bachellet, chefe da agência ONU Mulher, para discutir esforços conjuntos que possam ser desenvolvidos para incentivar a participação das mulheres em ações políticas e institucionais no mundo.
Num trecho de seu pronunciamento depois de amanhã ela dará ênfase à importância da maior participação política das mulheres, principalmente na busca de soluções para problemas nas áreas de saúde e combate à pobreza. O foco principal do discurso da presidenta estará centrado, no entanto, na crise econômica mundial, nos problemas enfrentados pelos Estados Unidos e a Europa e no risco de contágio em economias emergentes.
Presidenta Dilma em encontros com chefes de Estado em Nova York
Segunda, 19 de Setembro de 2011 às 05:31, por: CdB