Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Presidenciáveis realizam primeiro debate em público, ao vivo, na capital mineira

Uma comissão de prefeitos mineiros entregou aos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e à senadora licenciada Marina Silva (PV), durante visita a esta capital, uma extensa lista de demandas. Os três possíveis presidentes do Brasil encontraram-se no 27º Congresso Mineiro dos Municípios, no Expominas. (Leia Mais)

Quinta, 06 de Maio de 2010 às 09:47, por: CdB

Uma comissão de prefeitos mineiros entregou aos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e à senadora licenciada Marina Silva (PV), durante visita a esta capital, uma extensa lista de demandas. Os três possíveis presidentes do Brasil encontraram-se no 27º Congresso Mineiro dos Municípios, no Expominas. Intitulado Movimento Mineiro Contra a Falência dos Municípios, o manifesto protesta, principalmente, contra o pacto federativo e o atual repasse às cidades de apenas 17% de toda a arrecadação tributária no país.

Dilma, Serra e Marina Silva tiveram, no congresso mineiro, a primeira oportunidade de debate entre eles, sobre "Gestão e Tecnologia" para cidades, mediado pelo jornalista Fernando Mitre, da TV Band. Na segunda-feira, Dilma e Serra participaram da abertura da Expozebu em Uberaba (MG) e, na semana passada ambos estiveram na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), em horários diferentes. No último sábado, Dilma e Marina compareceram à festa de 1º de Maio da UGT/Nova Central e CTB, também em horários diferentes.

De acordo com a Associação Mineira de Municípios (AMM), responsável pela organização do encontro e pela formatação dos documentos, esta é a primeira iniciativa de um movimento maior. Segundo José Milton de Carvalho, presidente da AMM e prefeito de Conselheiro Lafaiete, na Região Central, a associação promoverá uma carreata com cerca de 500 prefeitos que sairá do Centro da capital mineira e se unirá à Marcha Nacional de Prefeitos, em Brasília, no dia 18. O grupo sairá no dia 17 da capital e seguirá pela BR-040. No meio do percurso, estão programadas manifestações nas cidades. A ideia é mobilizar a população para os problemas enfrentados pelas prefeituras, como a crise financeira do ano passado, a queda na arrecadação e a questão do pacto federativo. A pressão vem a calhar às vésperas de ano eleitoral.

Serra, Dilma e Marina, aliás, recebem os documentos depois de sua participação em um painel que discutirá a autonomia municipalista. Durante o evento, eles responderão a perguntas sobre a responsabilização dos municípios como entes independentes, prevista pela Constituição Federal no pacto federativo, e a falta de autonomia financeira das prefeituras.

A concentração de verbas pela União será uma das grandes polêmicas levantadas pelos prefeitos. Serra e Dilma terão pela frente uma saia justa, já que o governo tucano concentrou a arrecadação de uma série de impostos destinados aos municípios e o governo Lula manteve a política. Recentemente, a situação se agravou com a aplicação de benefícios fiscais no combate da crise financeira mundial pelo governo federal, o que refletiu diretamente no bolso dos prefeitos.

– O que questionamos no pacto federativo é que o município é considerado pela legislação um ente autônomo e independente. Mas ele não tem autonomia financeira nem recursos para se manter. E essa é nossa realidade atual. Não sobrevivemos sem os repasses da União e, mesmo com essa verba, a grande maioria das prefeituras está à beira da falência. Não queremos ser eternamente escravos do governo federal, que distribui apenas um terço do que arrecada. É questão de honra mudar essa distribuição – argumenta José Milton.

Uma pesquisa da AMM mostra que, dos 853 municípios mineiros, 492 (57,6%) têm menos de 10 mil habitantes e, por isso, recebem o menor percentual do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a instituição, por ter uma população reduzida, eles dependem quase exclusivamente desses recursos. A estimativa da AMM é de que, atualmente, cerca de 90% dos municípios em Minas passem por dificuldades orçamentárias.

Mudanças no comando

A pré-campanha da petista Dilma Rousseff realizou, nos últimos dias, uma série de mudanças no comando da área de comunicação social. Assume a coordenação geral do setor o jornalista e deputado estadual Rui Falcão (PT-SP). O marqueteiro João Santana passa agora a cuidar dos programas de TV do partido e do horário eleitoral. Segundo fonte no PT, Falcão é "amigo de Dilma há décadas".

Ainda segundo a fonte, Falcão passou a atuar na estratégia de imprensa e a coordenar as entrevistas da candidata durante as viagens e em Brasília. Ele trabalha em conjunto com a jornalista Helena Chagas, coordenadora de imprensa. A área de marketing do comitê, no novo desenho, fica a cargo de Santana.

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