Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Presidenciáveis franceses são a favor do Brasil no Conselho da ONU

Sexta, 04 de Maio de 2007 às 14:39, por: CdB

Os candidatos à Presidência da França deram sinais de que são favoráveis a que o Brasil ocupe uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, depois de uma reforma do órgão.

- Nicolas Sarkozy acredita que o Brasil é perfeitamente legítimo para ocupar a vaga que seria destinada, na reforma do Conselho, a um país da América Latina -, disse Axel Poniatowski, porta-voz para política internacional do candidato da direita, favorito nas pesquisas de intenção de voto.

A socialista Ségolène Royal também "ficaria feliz" se o Brasil fosse designado para ocupar a vaga, disse Monique Saliou, conselheira da candidata para questões internacionais.

- Somos favoráveis à reforma do Conselho de Segurança da ONU, mas não cabe à França designar qual seria o país latino-americano que ocuparia a vaga. Deixaremos que eles decidam e depois nos pronunciaremos a respeito -, disse Saliou.

Para o professor de ciências políticas da Universidade da Sorbonne, Stéphane Montclaire, é normal que um candidato à Presidência não seja tão explícito na tomada de posição sobre um assunto internacional - sobretudo que não diz respeito diretamente a União Européia - antes de ser efetivamente eleito.

Montclaire afirma que o próximo presidente francês herdará a estrutura administrativa do ministério das Relações Exteriores, "que há anos já aconselha o chefe de Estado a apoiar a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a candidatura do Brasil".

- Já é muito positivo para o Brasil o fato de Nicolas Sarkozy achar que o país tem legitimidade para a vaga. Se fosse a Venezuela, a opinião certamente não seria a mesma -, disse o porta-voz do candidato da direita.

Em geral, independentemente do resultado das urnas no próximo domingo, a tendência é de continuidade nas relações entre a França e o Brasil.

Ambos os finalistas também afirmam que não irão mudar a posição da França em relação às negociações agrícolas na Organização Mundial do Comércio (OMC).

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