Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Presidência assegura permanência do ministro dos Transportes

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República comunicou, nesta segunda-feira, que o governo manifesta confiança no ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. A revista semanal ultraconservadora Veja desta semana publicou matéria com denúncias de que há no ministério um esquema de pagamento de propina para integrantes do PR.

Segunda, 04 de Julho de 2011 às 06:36, por: CdB
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A Secretaria de Imprensa da Presidência da República comunicou, nesta segunda-feira, que o governo manifesta confiança no ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. A revista semanal ultraconservadora Veja desta semana publicou matéria com denúncias de que há no ministério um esquema de pagamento de propina para integrantes do PR – partido do ministro Alfredo Nascimento –, em troca de contratos de obras. A publicação também aponta o deputado Valdemar Costa Neto, secretário-geral do PR, como um dos envolvidos no esquema. A secretaria informou que a condução do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes está sob responsabilidade do ministro Alfredo Nascimento. Após a publicação das denúncias, a presidenta Dilma Rousseff e Nascimento se reuniram para tratar do assunto. No final de semana o Ministério dos Transportes divulgou uma nota anunciando o afastamento temporário dos quatro servidores citados na matéria – o chefe de gabinete do ministro, Mauro Barbosa da Silva, o assessor do gabinete, Luís Tito Bonvini, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, e o diretor-presidente da empresa pública de ferrovias Valec, José Francisco das Neves. O comunicado do ministério diz que Alfredo Nascimento “rechaça, com veemência, qualquer ilação ou relato de que tenha autorizado, endossado ou sido conivente com a prática de qualquer ato político-partidário envolvendo ações e projetos do Ministério dos Transportes”. O ministro decidiu instaurar uma sindicância para apurar o suposto envolvimento de dirigentes nos fatos mencionados pela revista. Também foi pedida a participação da Controladoria-Geral da União (CGU).
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