Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Presença da PM no campus da USP é controversa

A segurança no campus da USP é assunto constante nos corredores da universidade. Para os alunos, a presença da Polícia Militar no campus é uma questão controversa. Os estudantes fizeram, na noite desta quinta-feira, um minuto de silêncio para homenagear o estudante Felipe Ramos de Paiva, morto no estacionamento da faculdade de Economia.

Sexta, 20 de Maio de 2011 às 10:36, por: CdB
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A segurança no campus da USP é assunto constante nos corredores da universidade. Um plano emergencial já havia sido definido pela reitoria no dia 3 de maio. Para os alunos, a presença da Polícia Militar no campus é uma questão controversa. O Diretório Central dos Estudantes, por exemplo, é contra. Em carta à reitoria, estudantes da  Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade alegam que a perda do colega "escancara" a necessidade de discutir o problema da insegurança dentro da Cidade Universitária, mas não pedem maior presença da PM.  Nesta quinta-feira, o conselho recebeu uma carta aberta dos estudantes da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) com reivindicações para a melhora do campus - como mudanças na iluminação, maior número de guardas e a implantação de um sistema mais eficiente para identificação das pessoas que circulam pelas instalações da USP. Os estudantes da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) fizeram, na noite desta quinta-feira, um minuto de silêncio para homenagear o estudante Felipe Ramos de Paiva, morto na noite de quarta-feira no estacionamento da faculdade onde cursava o quinto ano de ciências atuariais. Durante o ato, ocorrido na entrada do prédio da faculdade, os alunos seguraram velas e faixas pedindo mais segurança na USP. Antes, alunos do centro acadêmico Visconde de Cairu se reuniram por quase duas horas com o vice-reitor Hélio Nogueira da Cruz, com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, e com o chefe de gabinete da reitoria, Alberto Carlos Amadio. Os representantes do centro acadêmico entregaram à reitoria uma carta na qual sugerem algumas alternativas a serem implantadas para melhorar a segurança na universidade. Entre elas, a criação de um canal de denúncias, que melhore a comunicação entre as vítimas, a Polícia Militar e a Guarda Universitária; a melhoria do sistema de iluminação do campus e a implantação de um sistema mais eficiente para identificação das pessoas que circulam pelas instalações da USP. Segundo a presidente do Centro Acadêmico, Maíra Madrid, a reunião, apesar de não ser deliberativa, foi positiva e as reivindicações serão agora levadas para a reunião extraordinária do Conselho de Gestão da USP. Segundo ela, a reitoria respondeu que a iluminação do campus já está em processo de licitação e que também está sendo estudada a melhoria da vigilância da Guarda Universitária, incluindo o aumento do efetivo. – A iluminação do campus é uma das mais fortes reivindicações dos alunos –, disse ela, ressaltando que a questão envolvendo a presença de policiais militares dentro do campus, atualmente proibida na USP, não foi tratada nesta reunião, mas deverá ser discutida entre os alunos nas próximas semanas. A Procuradoria-Geral de Justiça designou a promotora Mildred de Assis Gonzales para acompanhar as investigações policiais sobre o crime. Também hoje, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa divulgou o retrato falado do suspeito. A Secretaria de Segurança Pública informou que o estudante foi encontrado morto, com um ferimento na cabeça provocado por arma de fogo. Ele estava caído ao lado de seu carro, um Passat de cor preta. Um vigilante da USP disse à polícia ter ouvido o som de um tiro e visto uma pessoa fugir correndo em direção a um dos portões do campus.
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