A polícia prendeu os chefes de uma das maiores redes de contrabando de diamantes, acusados de retirar as pedras preciosas de uma reserva indígena em Rondônia e enviá-las para o exterior. Marcos Glikas é acusado de ser o chefe da rede e três policiais estavam entre as 14 pessoas presas na segunda-feira, acusadas também de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
- Prendemos os chefes da rede, os que tinham dinheiro para financiar o crime - disse o agente da Polícia Federal, Marcos Pereira, depois de um ano de investigação envolvendo 100 agentes.
A reserva indígena Roosevelt sempre foi vista por garimpeiros e compradores de pedras como um tesouro sem dono. Os rumores de que ali se encontravam grandes quantidades de diamantes fez com que centenas de garimpeiros tentassem invadir a reserva recentemente.
A polícia disse que o interesse de compradores estrangeiros da África do Sul e da Bélgica aumentou o garimpo ilegal na reserva. A Polícia Federal descobriu uma transação na qual Glikas vendeu diamantes avaliados em 1,85 milhão de dólares a um belga.