A Polícia Federal prendeu na quarta-feira 54 pressoas na Operação Colméia, que desarticulou uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas, considera pela PF a maior em atividade no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
A operação é realizada pela PF de Caxias do Sul (RS) em conjunto com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Superintendência Regional do Rio Grande do Sul e com o apoio de várias delegacias do Estado, de Santa Catarina e do Ceará.
Estão sendo cumpridos 52 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Viamão, Porto Alegre, Gravataí, Venâncio Aires, Glorinha, Pirapó, São Luís Gonzaga, Uruguaiana e Caxias do Sul e nos Estados de Santa Catarina e Ceará. Participam da Operação cerca de 300 Policiais Federais dos três Estados.
Os presos serão indiciados nos crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico e financiamento ao tráfico, com penas que variam de três a 20 anos e juntas podem somar 55 anos.
Investigação
As investigações começaram em março deste ano, após o desfecho da Operação Savana e a prisão de vários traficantes. Durante esse período, várias cargas foram interceptadas, totalizando aproximadamente 100 kg de cocaína apreendidos, com alto teor de pureza, além de produtos destinados à preparação e refino, e a prisão em flagrante de 14 pessoas.
A quadrilha atua em todo Estado do Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina e Ceará, com ênfase na importação, refino, compra, venda, entrega e distribuição de cocaína feita principalmente para traficantes menores. Estima-se que essa organização comercialize 500 kg de cocaína por mês. Na investigação, descobriu-se que a droga é oriunda da Bolívia, ingressando no Brasil através da Argentina e distribuída no RS e em SC e também no Uruguai.
Outra característica da organização criminosa é a prática e o incentivo de rinhas de galo, atividade proibida pela lei ambiental, que prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa no valor de R$ 2 mil.