Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Presa em Israel quadrilha que trazia cocaína do Brasil

Sexta, 16 de Janeiro de 2004 às 08:07, por: CdB

A polícia israelense prendeu quatro mulheres e três homens, entre eles um rabino, suspeitos de contrabandear do Brasil dois quilos de cocaína, no valor de 400.000 dólares, informa esta sexta-feira a imprensa local. A droga, segundo fontes policiais, foi enviada dentro de pacotes despachados por outros dois israelenses presos no Brasil.

O contrabando foi descoberto por policiais da alfândega no aeroporto alemão de Frankfurt ao examinar há vários dias três pacotes postais enviados a três mulheres residentes na Galiléia, no norte de Israel. Em dois embrulhos, a droga estava escondida em frascos de xampu.

As mulheres foram detidas em suas residências, nas localidades de Rosh Pinam Jatzor e Safed, no momento que recebiam a encomenda das mãos de agentes policiais disfarçados de carteiros.

Nenhum dos sete detidos têm antecedentes criminais, segundo o chefe da unidade policial que prendeu o grupo, que acrescentou que os suspeitos usavam este método de contrabando há um ano.

A polícia, aparentemente para não atrapalhar a investigação, não divulgou a identidade dos suspeitos, entre eles o marido de uma mulher que foi buscar a cocaína enviada a uma das detidas.

Uma das mulheres alegou para os polícias que mantinha um romance por telefone com um dos contrabandistas presos no Brasil, e que ignorava qual era o conteúdo de sua encomenda.

A polícia prendeu também a pessoa que iria comercializar a droga, um judeu ortodoxo de 27 anos, ex-presidiário que passou três anos na prisão, residente na cidade de Bnai Bra e sócio do rabino, revela o jornal "Maariv", de Tel Aviv. Os advogados dos detidos sustentam que seus clientes desconheciam o conteúdo das encomendas.

De acordo com as investigações, o braço brasileiro da quadrilha, formado por traficantes detidos por contrabandear 200.000 pastilhas de "ecstasy", comandava o envio da droga do interior de um presídio onde cumprem uma pena de 18 anos de prisão. Atualmente, 18 israelenses estão detido em São Paulo por tráfico de drogas.

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