A polícia israelense prendeu quatro mulheres e três homens, entre eles um rabino, suspeitos de contrabandear do Brasil dois quilos de cocaína, no valor de 400.000 dólares, informa esta sexta-feira a imprensa local. A droga, segundo fontes policiais, foi enviada dentro de pacotes despachados por outros dois israelenses presos no Brasil.
O contrabando foi descoberto por policiais da alfândega no aeroporto alemão de Frankfurt ao examinar há vários dias três pacotes postais enviados a três mulheres residentes na Galiléia, no norte de Israel. Em dois embrulhos, a droga estava escondida em frascos de xampu.
As mulheres foram detidas em suas residências, nas localidades de Rosh Pinam Jatzor e Safed, no momento que recebiam a encomenda das mãos de agentes policiais disfarçados de carteiros.
Nenhum dos sete detidos têm antecedentes criminais, segundo o chefe da unidade policial que prendeu o grupo, que acrescentou que os suspeitos usavam este método de contrabando há um ano.
A polícia, aparentemente para não atrapalhar a investigação, não divulgou a identidade dos suspeitos, entre eles o marido de uma mulher que foi buscar a cocaína enviada a uma das detidas.
Uma das mulheres alegou para os polícias que mantinha um romance por telefone com um dos contrabandistas presos no Brasil, e que ignorava qual era o conteúdo de sua encomenda.
A polícia prendeu também a pessoa que iria comercializar a droga, um judeu ortodoxo de 27 anos, ex-presidiário que passou três anos na prisão, residente na cidade de Bnai Bra e sócio do rabino, revela o jornal "Maariv", de Tel Aviv. Os advogados dos detidos sustentam que seus clientes desconheciam o conteúdo das encomendas.
De acordo com as investigações, o braço brasileiro da quadrilha, formado por traficantes detidos por contrabandear 200.000 pastilhas de "ecstasy", comandava o envio da droga do interior de um presídio onde cumprem uma pena de 18 anos de prisão. Atualmente, 18 israelenses estão detido em São Paulo por tráfico de drogas.