Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Premier do Kosovo deve renunciar

O primeiro-ministro albanês de Kosovo, Ramush Haradinaj, foi indiciado por crimes de guerra junto a um tribunal da ONU. Haradinaj deve renunciar a seu cargo ainda nesta terça-feira a fim de responder ao processo, afirmou um membro do governo da Província. (Leia Mais)

Terça, 08 de Março de 2005 às 06:43, por: CdB

O primeiro-ministro albanês de Kosovo, Ramush Haradinaj, foi indiciado por crimes de guerra junto a um tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) e deve renunciar a seu cargo ainda nesta terça-feira a fim de responder ao processo, afirmou um membro do governo da Província.

Rumores de que Haradinaj estava prestes a ser acusado pela procuradora-chefe do tribunal instalado em Haia (Holanda), Carla del Ponte, haviam surgido antes de ele assumir o cargo de premier, em dezembro passado.

- Sim, o primeiro-ministro foi informado sobre seu indiciamento. Temos de encarar isso. Ele informou o presidente (Ibrahim Rugova). Ele irá renunciar hoje (terça-feira) e voará para Haia amanhã (nesta quarta-feira)  - informou um funcionário do governo.

Um ano atrás, grupos de albaneses atacaram áreas sérvias na Província, atualmente administrada pela ONU. A onda de instabilidade resultou na morte de 19 pessoas e na destruição de centenas de casas. Haradinaj deixou claro que não tentaria fugir de um eventual julgamento pelo tribunal internacional.

Mas as forças de paz presentes na região deram sinais de que não pretendem correr riscos. A Alemanha enviou um número suplementar de soldados para aumentar o contingente da missão comandada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nesta segunda-feira, a Grã-Bretanha estacionou outros 500 soldados na região após um pedido da aliança militar.
A missão de paz reúne atualmente cerca de 20 mil militares.

Não foram divulgados detalhes sobre o indiciamento de Haradinaj. A corte da ONU investigou a participação dele na guerra de guerrilha travada em 1998 e 1999 contra as forças sérvias. Durante o período, civis sérvios de Kosovo e albaneses acusados de serem "colaboradores" dos sérvios teriam sido assassinados pelos guerrilheiros.

Haradinaj, de 36 anos, passou grande parte dos anos 1990 trabalhando em pequenos empregos em vários países europeus. Ele regressou para a Província em 1998 a fim de comandar o braço ocidental do Exército de Libertação de Kosovo.

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