Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Premier do Iraque exige desarmamento de milícias

Domingo, 04 de Julho de 2004 às 22:07, por: CdB

O primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, exigiu no último domingo que as milícias iraquianas, inclusive as leais ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr, deponham suas armas.

- A posição do governo é muito clara. Nao há espaço para nenhuma milícia agir no Iraque - disse Allawi ao programa de televisão 'This week', da rede ABC.

- Todos devem respeitar os limites da lei, seja o clérigo Moqtada al-Sadr ou qualquer outra pessoa - falou.

Allawi disse que encontrou-se no último sábado com uma delegação mediadora entre o governo e Sadr. O clérigo incitou os iraquianos a se oporem à permanência de cerca de 160 mil soldados estrangeiros, a maioria norte-americana, no Iraque.

- O clérigo al-Sadr também pretende fazer parte do processo político do Iraque. Qualquer um que respeitar a lei e os direitos humanos é bem-vindo a fazer parte do Iraque - afirmou Allawi.

Allawi enumerou a segurança interna como a principal meta do governo provisório, mas afirmou que outras prioridades são restaurar os serviços públicos, reduzir o desemprego e realizar eleições para um governo permanente em janeiro de 2005.

Perguntado pela CNN sobre Sadr, o primeiro-ministro delegado Barham Salih disse que há contatos com 'muitas pessoas que hoje se encontram fora do processo político.

- Posso assegurar que esses contatos e intercâmbios têm como foco trazer tranqüilidade, criar um ambiente de estabilidade e dar a pessoas que não sejam responsáveis por crimes ou atividades criminais uma forma de voltar à sociedade, enquanto lidamos com as ameaças terroristas que temos que enfrentar - disse Salih.

O presidente da Comissão de Serviços Armados do Senado, John Warner, afirmou que a decisão de conceder anistia aos insurgentes deve ser deixada nas mãos do governo provisório iraquiano.

- Pode nos parecer pouco correto, porque algumas pessoas engajadas na insurreição que matou ou feriu nossos soldados estão entre as que podem ser anistiadas. Mas dê-lhes uma chance - disse o senador republicano da Virgínia.

O senador republicano Orrin Hatch, da comissão judiciária, disse à CNN que a anistia deveria ser limitada aqueles que 'não causaram danos, mataram ou cometeram crimes'. Para ele, Sadr deveria ser julgado por incitar a insurreição.

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