O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki determinou a prisão do comandante do Exército responsável pela segurança no distrito de Sadriya, em Bagdá. o pior de uma série de ataques na terça-feira que mataram quase 200 pessoas na capital do país. Só o ataque em Sadryia, a explosão de um carro-bomba em um mercado, deixou cerca de 140 mortos.
Segundo um comunicado do premiê, a repetição de uma tragédia no local, que foi alvo de outro grande atentado em fevereiro, "revelou fraquezas nas medidas de segurança tomadas para proteger civis nesta área".
O oficial preso será "remetido a um comitê de investigação", segundo Maliki. O premiê condenou os ataques a bomba em Bagdá que mataram quase 200 pessoas, classificando seus autores de "soldados de Satã".
- Este ataque monstruoso (...) não distinguiu entre velhos e jovens, entre homens e mulheres-, disse Maliki.
- Ele teve como alvo a população de uma maneira que nos lembra dos massacres e genocídio da antiga ditadura -, completou.
A violência continuou nesta quinta-feira, quando pelo menos dez pessoas morreram deppis que um carro-bomba se chocou contra um caminhão de combustível no distrito xiita de Karrada, em Bagdá.
Mas a terça-feira foi o dia o mais violento na capital iraquiana desde que os Estados Unidos adotaram um novo plano de segurança na cidade, há mais de dois meses.
O secretário da Defesa americano, Robert Gates, culpou a rede Al-Qaeda pelos ataques e prometeu que o governo irá perseverar com seu programa de segurança.
Uma hora antes do ataque de Sadryia, um carro-bomba foi utilizado em um ataque suicida contra um posto de controle da polícia no distrito de Cidade Sadr e deixou pelo menos 35 mortos.
Um outro carro-bomba explodiu e matou pelo menos 11 pessoas perto de um hospital no distrito de Karrada. Na região de Al-Shurja, a explosão de uma bomba em um microônibus deixou pelo menos dois mortos. Outros dois ataques em Bagdá deixaram diversos mortos e feridos.
Ataques com suicidas e carros-bomba têm ocorrido quase que diariamente nos últimos meses em Bagdá, apesar da grande operação iniciada em fevereiro.
Premiê iraquiano manda prender comandante militar
Em um comunicado o premiê avaliou como fraqueza as medidas de segurança tomadas para proteger civis, após a repetição de uma tragédia no distrito de Sadriya, que já havia sido alvo de outro grande atentado em fevereiro. (Leia mais)
Quinta, 19 de Abril de 2007 às 07:45, por: CdB