Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Premiê do Líbano anuncia renúncia

Segunda, 28 de Fevereiro de 2005 às 12:08, por: CdB

O primeiro-ministro do Líbano, Omar Karimi, anunciou que vai renunciar. Karimi, que é pró-Síria, fez o anúncio ao vivo pela TV libanesa.

Uma crise política tomou conta do Líbano depois da morte do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, há duas semanas, na explosão de um carro-bomba.

Nesta segunda-feira, grupos de oposição à influência síria no Líbano saíram às ruas de Beirute, desafiando uma ordem do governo proibindo manifestações.

Os opositores exigem a instauração de um inquérito sobre o atentado que matou o ex-primeiro-ministro.

Pressão

As autoridades temem que os protestos terminem em violência - organizações favoráveis ao governo pró-Síria libanês convocaram uma contramanifestação no mesmo horário e local.
O protesto dos governistas será contra a chegada ao país de um subsecretário de Estado americano, David Satterfield.

Os Estados Unidos têm pressionado a Síria a retirar os cerca de 15 mil soldados que mantém em território libanês.

O governo americano aumentou a pressão sobre Damasco após o assassinato de Hariri.

Manifestação

Militantes de oposição passaram a noite no centro de Beirute. Eles cantaram o hino nacional e empunharam bandeiras libanesas às 5h (hora local, 0h em Brasília), quando a proibição do governo entrou em vigor.

A multidão era observada por soldados, que fecharam o acesso às ruas de uma área no centro da capital onde fica o Parlamento.

O líder oposicionista Akram Shehayeb fez um discurso e chamou os soldados a aderir ao protesto.

O ministro do Interior libanês, Suleiman Franjieh, pediu ao Exército que utilizasse toda a força necessária para impedir a formação de manifestações públicas.

Os protestos foram marcados para coincidir com um debate no Parlamento sobre o assassinato de Hariri.

Muitos em Beirute acusam a Síria de envolvimento na ação suicida, já que Hariri vinha criticando abertamente o governo de Damasco.

Partidos de oposição pretendem organizar a votação de uma moção de desconfiança contra o governo do primeiro-ministro Omar Karami - que apóia a permanência das tropas sírias.

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