Premiê do Japão diz que ameaça a prisioneiros japoneses é "inaceitável"
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, condenou nesta terça-feira como "inaceitável" a ameaça contra as vidas de dois japoneses supostamente tomados como prisioneiros por militantes do Estado Islâmico, e disse que a comunidade internacional não cederá ao terrorismo.
Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, durante coletiva de imprensa em Jerusalém
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, condenou nesta terça-feira como "inaceitável" a ameaça contra as vidas de dois japoneses supostamente tomados como prisioneiros por militantes do Estado Islâmico, e disse que a comunidade internacional não cederá ao terrorismo.
Falando em uma entrevista coletiva em Jerusalém, em meio a uma turnê pelo Oriente Médio, Abe acrescentou que o Japão faria o máximo ao seu alcance para assegurar a libertação segura dos prisioneiros.
O grupo militante Estado Islâmico, que controla faixas dos territórios de Síria e Iraque, publicou nesta terça-feira um vídeo na Internet em que parece mostrar dois prisioneiros japoneses, exigindo US$ 200 milhões do governo japonês para salvar as vidas de ambos.
- A comunidade internacional precisa responder com firmeza e cooperar sem ceder ao terrorismo - disse Abe.
Questionado se o Japão pagaria o resgate para garantir a libertação dos dois prisioneiros, Abe respondeu: "Em relação a este caso, damos a máxima prioridade a salvar vidas e a colher informações com a ajuda de outros países. Nos esforçaremos ao máximo para salvar as vidas (dos prisioneiros) de agora em diante."
No sábado, Abe prometeu destinar US$ 200 milhões para auxílio não militar aos países que combatem o Estado Islâmico.
Abe disse em Jerusalém que o Japão manteria a ajuda, que ele afirmou ter natureza humanitária.
- O Japão vai contribuir o quanto for possível em áreas não militares, incluindo a provisão de apoio a refugiados do Iraque e Síria - disse ele.
Os US$ 200 milhões em auxílio anunciados pelo Japão são ajuda humanitária destinada a fornecer alimentos e serviços médicos para salvar aquelas pessoas na região que perderam suas casas e se tornaram refugiados", acrescentou ele.
Terror em 2014
Em setembro de 2014, o Estado Islâmico divulgou um vídeo da decapitação de Steven Sotloff, 31, jornalista americano.O conteúdo foi divulgado com o nome de "A Second Message to America".
No vídeo, o norte-americano aparece com trajes alaranjados, de joelhos em uma paisagem desértica. Antes de ser decapitado, ele é obrigado a dizer que "paga o preço da política de Obama com sua vida".
Na época, a mãe de Seteven chegou a gravar um vídeo pedindo ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, que seu filho fosse libertado. Ela ainda afirmou que ele não tinha controle sobre as ações do governo Obama.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.