Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026

Premiê de Israel oferece território em troca de paz

Segunda, 27 de Novembro de 2006 às 19:32, por: CdB

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, ofereceu a retirada de território palestino e o desmantelamento de assentamentos em mais uma tentativa de reavivar os esforços de paz com os povos palestinos, no momento em que os dois lados tentam manter um novo cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Em um discurso realizado na cerimônia anual de homenagem ao fundador de Israel, David Ben-Gurion, no deserto de Negev, Olmert também prometeu incentivos humanitários e econômicos aos palestinos em troca da libertação de um soldado israelense capturado na Faixa de Gaza e do abandono da violência. Olmert disse que os palestinos estão em uma "encruzilhada histórica" que trará melhorias significativas às suas vidas se eles escolherem o caminho da paz.

- Nós vamos concordar em nos retirar de amplos territórios, e desmantelar assentamentos que estabelecemos-, afirmou, ressaltando no entanto que os palestinos têm de estabelecer um governo comprometido com a paz com Israel.

Em troca, Olmert disse que poderia libertar palestinos detidos há muito tempo em prisões israelenses, suspender restrições a territórios ocupados e concordar com a criação de um Estado viável.

O discurso do primeiro-ministro israelense ocorre em um momento em que aumenta a atividade diplomática no Oriente Médio, com uma visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à Jordânia programada para esta semana. Assessores do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmam que as negociações entre israelenses e palestinos devem recomeçar de maneira imediata e incondicional.

No entanto, o grupo militante palestino Hamas, que venceu as eleições parlamentares de janeiro, expressou suspeita em relação ao discurso de Olmert e pediu o fim das ações militares israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Ghazi Hamad, porta-voz do governo palestino comandado pelo Hamas, descreveu o discurso de Olmert como uma "conspiração" e "uma nova manobra".

Mais cedo, soldados israelenses mataram a tiros duas pessoas - um militante dos comitês de Resistência Popular, e uma mulher de 55 anos - em uma operação na cidade de Qabatiya, perto de Jenin, no norte da Cisjordânia. A agência de notícias oficial palestina disse que a mulher foi morta a tiros quando foi ajudar o militante ferido. O Exército israelense disse que ela estava tentando pegar a sua arma.

Nos últimos quatro meses houve uma escalada da violência na Faixa de Gaza, em que mais de 300 palestinos morreram, inclusive muitos civis. Cinco israelenses também morreram.

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