O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, ofereceu a retirada de território palestino e o desmantelamento de assentamentos em mais uma tentativa de reavivar os esforços de paz com os povos palestinos, no momento em que os dois lados tentam manter um novo cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Em um discurso realizado na cerimônia anual de homenagem ao fundador de Israel, David Ben-Gurion, no deserto de Negev, Olmert também prometeu incentivos humanitários e econômicos aos palestinos em troca da libertação de um soldado israelense capturado na Faixa de Gaza e do abandono da violência. Olmert disse que os palestinos estão em uma "encruzilhada histórica" que trará melhorias significativas às suas vidas se eles escolherem o caminho da paz.
- Nós vamos concordar em nos retirar de amplos territórios, e desmantelar assentamentos que estabelecemos-, afirmou, ressaltando no entanto que os palestinos têm de estabelecer um governo comprometido com a paz com Israel.
Em troca, Olmert disse que poderia libertar palestinos detidos há muito tempo em prisões israelenses, suspender restrições a territórios ocupados e concordar com a criação de um Estado viável.
O discurso do primeiro-ministro israelense ocorre em um momento em que aumenta a atividade diplomática no Oriente Médio, com uma visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à Jordânia programada para esta semana. Assessores do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmam que as negociações entre israelenses e palestinos devem recomeçar de maneira imediata e incondicional.
No entanto, o grupo militante palestino Hamas, que venceu as eleições parlamentares de janeiro, expressou suspeita em relação ao discurso de Olmert e pediu o fim das ações militares israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Ghazi Hamad, porta-voz do governo palestino comandado pelo Hamas, descreveu o discurso de Olmert como uma "conspiração" e "uma nova manobra".
Mais cedo, soldados israelenses mataram a tiros duas pessoas - um militante dos comitês de Resistência Popular, e uma mulher de 55 anos - em uma operação na cidade de Qabatiya, perto de Jenin, no norte da Cisjordânia. A agência de notícias oficial palestina disse que a mulher foi morta a tiros quando foi ajudar o militante ferido. O Exército israelense disse que ela estava tentando pegar a sua arma.
Nos últimos quatro meses houve uma escalada da violência na Faixa de Gaza, em que mais de 300 palestinos morreram, inclusive muitos civis. Cinco israelenses também morreram.
Premiê de Israel oferece território em troca de paz
Segunda, 27 de Novembro de 2006 às 19:32, por: CdB