Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 2026

Premiê britânico pede vigilância após morte de Bin Laden

Segunda, 02 de Maio de 2011 às 07:42, por: CdB

Premiê britânico pede vigilância após morte de Bin Laden

Por Avril Ormsby

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse na segunda-feira que a Grã-Bretanha precisa ficar alerta contra possíveis represálias após a morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, no Paquistão por forças norte-americanas.

As embaixadas britânicas foram solicitadas a revisar suas medidas de segurança, mas o nível de ameaça formal permaneceu inalterado.

Cameron, que fará uma declaração ao Parlamento na terça-feira, disse numa reação exibida pela televisão que a morte de Bin Laden seria "saudada em nosso país."



"É claro que isso não marca o fim da ameaça que enfrentamos do terror extremista. Na verdade, precisaremos ficar especialmente atentos nas próximas semanas. Mas isso é, acredito, um enorme avanço," afirmou ele.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse esperar vigilância aumentada nos postos no exterior "por algum tempo."



"É possível que partes da Al Qaeda tentem mostrar que ainda estão em atividade nas próximas semanas, como de fato algumas estão," afirmou Hague à Rádio 4, da BBC, durante uma viagem ao Cairo.

"Eu já solicitei esta manhã que nossas embaixadas revisem a sua segurança."



A chancelaria aconselhou aos britânicos no exterior que evitem eventos públicos e com multidões. O secretário de Defesa, Liam Fox, afirmou ter determinado que seu departamento "mantenha um alto nível de vigilância em todas as instalações de defesa do Reino Unido no país e no exterior."



A Grã-Bretanha permanece no segundo nível mais alto de ameaça, significando que um ataque militante é considerado altamente provável.

Cameron afirmou que Bin Laden --morto no domingo num confronto com forças dos EUA no Paquistão-- foi responsável por ordenar a morte de muitos cidadãos britânicos tanto dentro do país como em outras regiões do mundo.

Em julho de 2005, quatro jovens islâmicos britânicos inspirados pela Al Qaeda mataram 52 pessoas em ataques suicidas na rede de transportes da capital britânica. Nos ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington, 66 britânicos morreram.

(Reportagem adicional de Adrian Croft)

Reuters

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