O Wachovia Corporation, quarto maior banco dos EUA, anunciou nesta segunda-feira um prejuízo para o primeiro trimestre que surpreendeu o mercado financeiro mundial. A instituição informou que cortará dividendo e prevê levantar US$ 7 bilhões em capital, para se manter de pé.
O prejuízo líquido foi de US$ 393 milhões, ou US$ 0,20 por ação, ante lucro um ano antes de US$ 2,3 bilhões, ou US$ 1,20 dólar. Excluídos os itens excepcionais, o prejuízo somou US$ 270 milhões, ou US$ 0,14 por ação. A receita caiu 5%, para US$ 7,9 bilhões. Analistas esperavam, em média, um lucro de US$ 0,48 por ação sobre receita de US$ 8,37 bilhões, segundo previsões da agência inglesa de notícias econômicas Reuters Estimates.
Presidente-executivo da instituição, Ken Thompson culpou "o declínio nas condições do mercado imobiliário e mudanças sem precedentes no comportamento do consumidor" como razões para os péssimos resultados do banco.
O ambiente negativo da economia norte-americana repercutiu nos negócios realizados em todas as bolsas asiáticas, que registraram pesados declínios, agravados pela inflação chinesa que, segundo analistas, chegará a 8% este ano. A onda de pessimismo se agravou com os resultados também negativos do conglomerado empresarial General Electric (GE) e com os índices de confiança do consumidor no país, os menores em 26 anos, que conduzem o país a uma recessão.
A maior queda, no entanto, foi registrada nas bolsas chinesas. O índice geral da Bolsa de Valores de Xangai fechou com perdas de 5,62%, aos 3.296,67, enquanto em Shenzhen, o índice geral fechou em baixa de 7,39%, aos 12.343,61 pontos. As perdas em Shenzen ficaram abaixo do fechamento da última sexta-feira, o pior dia desde 4 de junho de 2007. As fortes perdas do pregão, no primeiro dia da semana, foram compreendidas pelo fraco desempenho de Wall Street, na sexta-feira, e agravadas pela baixa confiança dos investidores chineses.