A General Motors divulgou, nesta terça-feira, um prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão, seu pior resultado desde que o ícone industrial ficou perto da concordata em 1992. O resultado foi decorrente de fracas vendas da montadora nos Estados Unidos e do aumento de custos com planos de saúde e de maiores despesas com matérias-primas. A GM, maior fabricante mundial de carros, informou que o prejuízo líquido no primeiro trimestre incluí uma série de itens extraordinários. Nos mesmos três meses do exercício anterior a GM havia registrado lucro de R$ 1,2 bilhão.
A montadora informou que não iria fornecer qualquer estimativa de lucro para 2005. No mês passado, a GM reduziu sua previsão de lucro deste ano para entre US$ 1 e US$ 2 por ação. Analistas esperam que a empresa tenha lucro de US$ 0.61 por ação no ano, segundo previsão o Reuters Estimates, um boletim da agência de notícias inglesa.
O prejuízo foi o maior desde a perda de US$ 21 bilhões da GM no primeiro trimestre de 1992, quando mudanças nos procedimentos contábeis exigiram que as companhias passassem a incluir custos com planos de saúde nos resultados financeiros. As operações automotivas da GM tiveram prejuízo de US$ 1,98 bilhão no trimestre. Desse montante, a América do Norte correspondeu a US$ 1,56 bilhão.
"Embora a maioria de nossas unidades de negócios tenha superado as expectativas, os resultados da GM América do Norte foram claramente desapontadores", disse o chairman da empresa, Rick Wagoner, em comunicado divulgado na manhã desta terça-feira. Segundo afirma, a GM espera reverter os resultados com a inserção de novos produtos este ano e corte de custos, particularmente com planos de saúde dos funcionários.
Ainda segundo o boletim da companhia, causa da incerteza gerada com os esforços para cortar custos, preferia não fornecer uma estimativa para o ano. Mês passado, quando advertira sobre o prejuízo no primeiro trimestre, disse que os ganhos por ação no ano ficariam entre US$ 1 e US$ 2. O faturamento da empresa no primeiro trimestre caiu 4,3%, totalizando US$ 45,8 bilhões. Fora de suas unidades financeiras, o faturamento recuou 7%, chegando a US$ 37,3 bilhões, abaixo das estimativas dos analistas de Wall Street, que previam faturamento em torno de US$ 37,9 bilhões.