Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Prefeitura quer aumentar gabarito em área do centro para favorecer BNDES

Quinta, 28 de Janeiro de 2010 às 07:45, por: CdB

Quando voltar do recesso, em fevereiro, a Câmara de Vereadores vai debater uma nova e polêmica proposta do prefeito Eduardo Paes para alterar as regras de construção no Corredor Cultural do Centro. Desta vez, o projeto de lei complementar 31/2009 propõe elevar, de 12,5 metros (o equivalente a três andares) para 42 metros (14), o gabarito de um terreno do BNDES, em aclive, na Avenida República do Paraguai. A medida permitiria erguer um anexo na lateral do Morro de Santo Antônio, onde há duas construções remanescentes do período colonial e tombadas pelo seu interesse histórico e cultural: o Convento de Santo Antônio e a Igreja de São Francisco da Penitência.

Assim como a lei, já em vigor, que também alterou as regras no Corredor Cultural para permitir à Eletrobrás construir um espigão de até 44 andares nas imediações dos Arcos da Lapa , a proposta cria polêmica entre os especialistas. A dúvida é se o prédio contribuiria para revitalizar o Centro ou se acabaria se transformando num um obstáculo a mais na visualização do patrimônio histórico.

Em 2005, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi consultado sobre a viabilidade de se construir um anexo do BNDES. No novo prédio, ficariam instalações administrativas e um centro cultural, incluindo a nova sede da Biblioteca Celso Furtado. O Iphan informou que não teria restrições ao prédio, desde que a altura da construção não ultrapassasse o cume da igreja.

O prefeito Eduardo Paes defende o projeto, que apresentou no fim do ano passado, como sendo importante não apenas para o BNDES, como para a vida econômica da cidade.

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