A prefeitura de São Paulo pretende firmar convênios com 13 organizações sociais de saúde (OSS) para tentar contonar a falta de médicos das unidades hospitalares. O objetivo é fazer com que as OSS contratem clínicos-gerais e psiquiatras para a rede. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a rede precisa de 650 médicos para os postos e 130 para os hospitais - que serão contratados pelas autarquias hospitalares.
A Autarquia Hospitalar Municipal Regional Ermelino Matarazzo, por exemplo, precisa de 66 médicos de várias especialidades para os hospitais Ermelino Matarazzo, Tide Setúbal (São Miguel Paulista), Waldomiro de Paula (Itaquera), Pronto-Socorro de Guaianazes, além dos pronto-atendimentos do Itaim Paulista, São Mateus e Cidade Tiradentes. As vagas, para contratação emergencial de um ano, são para clínico, pediatria, neurocirurgiões, neurologistas, psiquiatria, ortopedia, neonatologia, infectologia e intensivistas (UTI adulto).
De acordo com Luiz Maria Ramos Filho, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, os bairros com maior carência de médicos são Pirituba, São Mateus, Vila Prudente, Sapopemba, Itaquera, Penha, Capela do Socorro e Guaianazes.
- Algumas dessas especialidades em hospitais da zona leste estão há mais de um ano com as vagas abertas. Na rede básica, estão procurando ampliar o atendimento, agora com psiquiatras na rede básica - disse.
As flexibilização de horários de médicos em alguns casos é uma outra saída que a Prefeitura de São Paulo utiliza para o profissional aceitar trabalhar nas unidades da periferia. A carga horária é de 20 horas e o salário é de R$ 2.200.