Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Prefeitura e Estado querem manter Operação Guanabara por mais 30 dias

Segunda, 03 de Março de 2003 às 07:19, por: CdB

A Prefeitura do Rio e a Secretaria de Segurança Pública do Estado querem a manutenção por no mínimo um mês da Operação Guanabara, que reúne as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Guarda Municipal para prevenir e combater ações do tráfico de drogas durante o Carnaval. Tanto o prefeito César Maia (PFL) quanto o secretário de Segurança Pública do Estado, Josias Quintal, afirmaram neste domingo que são favoráveis à permanência dos militares por mais um mês. O governo federal não anunciou até quando vai manter a operação. Na manhã de domingo, carros de combate do Exército se posicionaram nas redondezas do Sambódromo, pouco depois do encerramento do desfile das escolas de samba da segunda divisão. Na avenida Brasil e nas linhas Vermelha e Amarela, palcos de conflitos com traficantes e onde muitos veículos militares foram vistos na véspera, só um caminhão foi notado no domingo à tarde. O Comando Militar do Leste não se pronunciou sobre a aparente redução da presença militar. Em torno do Sambódromo, o policiamento ostensivo foi feito pela PM, na maior operação já montada para garantir segurança ao desfile. As Forças Armadas ocuparam pontos um pouco mais distantes, no centro. À noite, pouco antes do começo do desfile do Grupo Especial, perto do Sambódromo, moradores de Coelho Neto (bairro da zona oeste onde houve operação policial na semana passada) exibiram a faixa: "Não mate, mano. Lute pela paz. Violência zero". O líder do grupo se disse chamar Ivo Bueno, ser evangélico e morar em São Paulo. Dois incidentes envolveram turistas neste domingo em Copacabana. O estudante americano James Carl Smythers, 28, foi ferido por estilhaços provocados por um tiro, possivelmente disparado por um policial civil, e um peruano foi furtado na praia, num episódio que provocou grande correria.

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