A partir do segundo semestre do ano, os alunos da rede municipal de ensino do Rio vão contar com a ajuda de monitores em sala de aula auxiliando professores e atuando em atividades de reforço escolar.
Eles serão contratados por meio de um programa de concessão de bolsas a universitários, anunciado nesta terça-feira pelo prefeito da cidade.
Poderão participar do programa estudantes do último ano do cursos de Pedagogia e das licenciaturas em Letras e Matemática. Os universitários vão receber R$ 400 e R$ 600 para ajudar professores de 1.062 escolas, no ciclo base, que compreende a alfabetização e as duas séries posteriores. Um decreto publicado hoje detalha o programa e convoca universidades para realização de convênios.
De acordo com o prefeito, a grande deficiência do sistema de ensino municipal é quantidade de alunos por professor e com os monitores, a idéia dar mais atenção aos estudantes.
- É uma média acima da adequada, de 35 a 40 alunos por sala de aula. Essa média traz uma dificuldade de acompanhamento individual do desempenho dos alunos - explicou Paes.
As escolas localizadas em áreas consideradas de risco, chamadas de Escolas da Paz, terão prioridade. Nelas os universitários receberão a bolsa mais alta (R$ 600) para um trabalho de quatro horas diárias. Para esses colégios, também é preparado um sistema de ensino em tempo integral, com atividades lúdicas e culturais, que devem ser realizadas em parceria com organizações da sociedade.
A prefeitura ainda não contabilizou os gastos decorrentes das bolsas. Segundo Paes, como o orçamento de educação não sofreu contingenciamento, o programa será viável.
Para incentivar mudanças na qualidade de ensino, a prefeitura também quer premiar em dinheiro professores que se destaquem na alfabetização de crianças de até sete anos de idade. O valor ainda não foi definido.