A Prefeitura decretou três dias de luto oficial na cidade pela morte da cantora Emilinha Borba, de 82 anos, e do ortopedista José Albano da Nova Monteiro, de 87, na segunda-feira, no Rio.
Ambos tornaram-se referência nacional em suas áreas de trabalho, destacando a imagem do Rio de Janeiro.
Emília Savana da Silva Borba, a Emilinha, foi uma das cantoras mais populares do Brasil, estrela dos auditórios e várias vezes eleita Rainha do Rádio. Carioca do bairro de Mangueira, ganhou seu primeiro prêmio aos 14 anos, em programa de calouros.
Começou, a partir daí, a fazer parte do coro das gravações da rádio Columbia. Ainda formou o duo As Moreninhas, com Bidu Reis, que durou cerca de um ano e meio.
Em 1939 gravou seu primeiro disco solo pela Columbia e conseguiu, com a ajuda de Carmen Miranda, ser contratada pelo Cassino da Urca como crooner.
Assinou mais tarde com a Rádio Nacional, e lá ficou por 27 anos, tornando-se uma das mais conhecidas estrelas do rádio.
De 1968 a 1972 Emilinha esteve afastada dos microfones por um problema nas cordas vocais que a obrigou a fazer três cirurgias e longo estudo para reeducar a voz e poder voltar a cantar.
Ganhou muitos títulos e prêmios nos anos 50, e seu fã-clube exaltado tem uma rixa eterna com o da cantora Marlene.
Entre os grandes sucessos de Emilinha estão Dez Anos, Cachito, Baião de Dois, Se Queres Saber, Escandalosa, Chiquita Bacana, Primavera no Rio e Paraíba.
O Professor Nova Monteiro, como era conhecido, trabalhava desde 1943 no Hospital Municipal Miguel Couto onde era chefe do serviço de Ortopedia há mais de 50 anos. Lecionou na Faculdade de Medicina da UFRJ, era membro da Academia Nacional Medicina e alcançou renome internacional na Ortopedia.