A Prefeitura de São Paulo lançou, nesta segunda-feira, campanha própria contra a paralisia infantil. Com a inciativa, a prefeitura pretende chegar a meta de 95% de cobertura de vacinação contra a doença, hoje registrado em apenas 87% na capital (dados da primeira etapa desta ano, realizada em julho).
A segunda etapa da campanha contra a poliomielite, que é nacional, ocorrerá no dia 20 de agosto. O alvo são as crianças com menos de cinco anos de idade.
Em 2004, o índice foi de 86%. Segundo a Coordenação de Vigilância Sanitária do município, nos últimos cinco anos, os índices de cobertura na capital paulista oscilaram de 85% a 87%.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece 95% de cobertura em países onde a doença foi erradicada, como é o caso do Brasil.
O último caso foi registrado na Paraíba, em 1989. No estado de São Paulo, o último registro foi em 1988, na cidade de Teodoro Sampaio.
- Queremos superar esta meta.Vamos fazer uma divulgação maior. Estamos criando uma campanha própria. Terá carro de som passando pelos bairros, pela periferia. Firmamos parcerias com rádios locais para divulgação. Além disso, vamos colocar 1.500 faixas em toda a cidade - afirmou Marisa Lima Carvalho, coordenadora de Vigilância em Saúde (Covisa) da Prefeitura.
A poliomielite é uma doença contagiosa, causada por vírus, e na forma mais grave pode levar a seqüelas permanentes. A locomoção de pessoas favorece a disseminação desse vírus, podendo reintroduzí-lo em um país onde a doença já não apresenta mais casos. Por isso, o país tem de se proteger, criando um bloqueio, possível através de vacinação coletiva.
Apesar de erradicada no Brasil, a paralisia infantil ainda é endêmica em países como Afeganistão, Egito, Índia, Níger, Nigéria e Paquistão. Neste último país, foram registrados quase 800 casos de pólio em 2004. Na primeira etapa, o Ministério da Saúde investiu R$ 22,8 milhões - R$ 11,4 milhões para a compra de doses e R$ 5 milhões para a publicidade.