O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o secretário municipal de Assistência Social, Fernando William, se reúnem nesta sexta-feira, no Palácio da Cidade, a fim de constituir um comitê, com a participação de várias esferas da sociedade, visando a elaboração e implantação de um Plano de Ação Emergencial para atendimento a crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual e usuários de crack.
Entre as medidas que serão discutidas pelo comitê estão; envolver a sociedade civil na denuncia de abuso e exploração sexual, e no apoio aos fundos municipal e estadual da criança e da adolescência; encontrar emergencialmente, com apoio da estrutura do governo federal colocada a disposição do combate à dengue, locais e profissionais para o atendimento a estas crianças; organizar ações sistêmicas em todos os locais onde meninos e meninas consomem crack e se prostituem; melhorar e ampliar os abrigos específicos para estas crianças e adolescentes.
A prefeitura quer ampliar o número de vagas em clínicas especializadas para o tratamento contra este tipo de droga; desenvolver busca ativa para identificar os familiares deste jovens, especialmente a mãe, trabalhar intensamente esta família para que se reestruturem e dêem suporte ao tratamento, caso contrário, responsabilizar os pais e encontrar famílias substitutas.
O comitê quer ainda mobilizar os meios de comunicação para manterem o tema em atualidade; criar redes na internet para informar sobre os riscos do uso da droga, seus malefícios e conseqüências, e incentivar a sociedade a identificar aliciadores e traficantes a fim de denunciá-los pelo telefone do Disque-Denúncia ou 190.
Na opinião das autoridades, o crack é um problema de saúde pública de nível nacional e no Rio, já considerado uma epidemia. São centenas de crianças - estima-se em torno de 500 - nesta situação de vício e prostituição infantil. E os números não param de crescer.
São meninas de 12 anos contamindas pelo vírus HIV e recusando-se a fazer tratamento; meninas de 16 anos usando crack e colocando seus filhos para se drogar; isto além de vários outros problemas como a tuberculose etc. Toda essa tragédia acrescida do fato de que essas crianças não terão, na sua grande maioria, mais do que dois anos de vida com o uso da droga.
Foram convidados para a reunião representantes da Câmara dos Vereadores e Assembléia Legislativa , secretários municipais e estaduais de várias pastas de governo, membros dos ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e da Educação, além de entidades civis.
Prefeitura cria comitê para atender vítimas da prostituição infantil e do crack
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o secretário municipal de Assistência Social, Fernando William, se reúnem nesta sexta-feira, no Palácio da Cidade, a fim de constituir um comitê, com a participação de várias esferas da sociedade, visando a elaboração e implantação de um Plano de Ação Emergencial para atendimento a crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual e usuários de crack.(Leia Mais)
Sexta, 24 de Abril de 2009 às 08:05, por: CdB