Os 13 prefeitos da Baixada Fluminense, liderados pelo prefeito petista André Ceciliano, de Paracambi, assinaram na quinta-feira uma nota de repúdio ao adiamento das obras do Arco Rodoviário da Baixada.
A ação ocorreu durante a palestra Política e Desenvolvimento: O Papel da Alerj no Desenvolvimento Econômico do Estado com o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), em Duque de Caxias.
- Esta obra é de fundamental importância para a região e por isso este adiamento tem que ser revisto. Ele nem passa na minha cidade, mas sei de sua importância para a Baixada e para a região Sudeste - explicou o prefeito.
Durante o encontro que reuniu vereadores, secretários municipais e representantes de entidades e de indústrias da região, foram discutidas as leis de incentivos fiscais para a região.
Esta série de leis só foi aprovada graças à harmonia e à independência dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do estado - afirmou Picciani, que buscou nos últimos anos o diálogo permanente com os líderes dos partidos para o apoio aos projetos importantes da Casa.
Além disso, acrescentou, foram fortalecidas as comissões temáticas da Casa e enfrentadas questões como o nepotismo, os supersalários, o recesso, que passou de 90 para 60 dias, e a redução do número de parlamentares que recebem auxílio moradia.
Nós, prefeitos da Baixada Fluminense aqui presentes e seus representantes, declaramos em uníssono nosso veemente repúdio à decisão do Governo Federal, manifestada pelo Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de adiar a construção do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro, de fundamental importância para o desenvolvimento de nossa região.
O não enquadramento desta obra dentre as prioridades da União demonstra não apenas insensibilidade do Governo Federal em relação ao nosso estado, mas sobretudo desconhecimento da realidade do Rio de Janeiro.
Trata-se de uma tentativa conjunta de reverter um erro que, se confirmado, vai gerar não apenas um enorme prejuízo político ao Presidente Lula, uma vez que ele se comprometeu em encontro com os prefeitos da Baixada pela construção do Arco, mas, sobretudo, imensos prejuízos ao povo fluminense.