O prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, está coordenando - na condição de presidente da Associação dos Prefeitos das Capitais e das Regiões Metropolitanas do Brasil - a marcha para Brasília dos 5,7 mil prefeitos de todo o país em favor da municipalização e melhoria na segurança pública. Em Brasília, os prefeitos serão recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã da próxima terça-feira e se reúnem à tarde com seis ministros para discutir alternativas para melhorar a segurança pública nas cidades. Luiz Paulo vai apresentar a proposta de criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), idealizado nos moldes do Sistema Único de Saúde. De acordo com o prefeito de Vitória, através de uma emenda à Constituição Federal os municípios passariam a ter responsabilidades com o policiamento preventivo e criariam a polícia municipal de rua, para fazer o trabalho preventivo, a delegacia de polícia e a justiça municipal. Deverão ser definidos os parâmetros e limites para os crimes que possam ser considerados como da esfera municipal, ficando o Estado e a União com o combate aos narcotraficantes, o tráfico de armas e de mulheres e os crimes de repercussão, de corrupção e financeiros envolvendo autoridades. O prefeito de Vitória defende um repasse de recursos para que os municípios possam desempenhar a contento a nova política de segurança. No entender de Vellozo, é chegado o momento de que todos os segmentos do poder público devem se unir para dar um fim à violência e à insegurança que cada vez mais tem afetado a vida da população brasileira. Ao presidente Lula o prefeito de Vitória quer propor também modificações na política de endividamento dos municípios. No entender de Vellozo, a política de arrocho tem prejudicado os municípios que estão com o pagamento da dívida pública em dia ainda têm capacidade de endividamento. E cita como exemplo a cidade de Vitória, que tem um endividamento de apenas 5% da sua receita. De acordo com o prefeito, centenas de cidades brasileiras estão na mesma situação, impedidas de conseguir investimentos do BNDES e da Caixa Econômica por não poderem ampliar sua capacidade de endividamento em função da política global do governo de controle da dívida pública.
Prefeitos pedem mais segurança em marcha até Brasília
Sexta, 07 de Março de 2003 às 15:44, por: CdB