Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Prefeitos italianos se reúnem em Milão para protestar contra corte de gastos

Segunda, 29 de Agosto de 2011 às 02:49, por: CdB

MILÃO, 29 AGO (ANSA) - Centenas de prefeitos italianos se dirigem hoje para Milão para protestarem contra o corte de prefeituras previsto no pacote de austeridade aprovada recentemente pelo governo contra a crise econômica.
   
O premier Silvio Berlusconi recebe hoje os ministros Umberto Bossi, da Reforma para o Federalismo e líder da Liga Norte, e Giulio Tremonti, de Economia e Finanças, em sua mansão de Arcore, próximo à cidade de Milão, para discutir detalhes do pacote.
   
A maior parte dos prefeitos que participam do protesto é de centro-esquerda, como Graziano Delrio, de Reggio Emilia, do Partido Comunista Italiano (PCI), Virginio Merola, de Bologna, do Partido Democrático (PD), e Giuliano Pisapia, de Milão.
   
Porém, há prefeitos de partidos de direita e centro-direita na manifestação, além da Associação Nacional dos Municípios Italianos (Anci, na sigla em italiano), presidida pelo deputado Osvaldo Napoli, do partido Povo da Liberdade (PDL), a mesma sigla de Berlusconi.
   
"Estamos aqui para colocar nossa voz e mostrar que a manobra ameaça os entes locais e os cidadãos", disse o prefeito de Varese, Attilio Fontana, presidente da Associação Nacional dos Municípios Italianos (Anci, na sigla em italiano) de Lombardia e membro da Liga Norte.
   
Pisapia, que classificou o movimento dos prefeitos como um "sentimento de responsabilidade dos entes locais", defendeu que a proposta de corte dos "entes municipais deve ser completamente retirada".
   
"Não é mais possível para os entes municipais aceitar mais cortes e, sobretudo, deste modo e com este método", colocou, criticando que o governo não tenha consultado as prefeituras ou não ter levado em consideração as indicações dadas de propostas alternativas feitas pelas prefeituras.
   
O prefeito de Reggio Emilia declarou que as autoridades municipais não se reuniram em Milão "para protestar", mas para "fazer propostas para fazer crescer o país e reduzir o débito".
   
Segundo ele, as prefeituras já cortaram despesas, enquanto as da administração central apenas aumentaram. "É preciso inverter o caminho. O dia de hoje é importante não para os prefeitos, mas para o país", concluiu.
   
O presidente da Anci, por sua vez, manifestou-se "otimista" sobre uma possível mudança de postura no corte de prefeituras após o encontro de hoje entre Berlusconi Bossi.
   
Em 12 de agosto, o Conselho de Ministros italiano aprovou um pacote de 45,5 bilhões de euros de cortes e redução de gastos para ser aplicado até 2013 para acabar com o déficit italiano, que hoje representa 120% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
   
Dentre as medidas para cumprir com essa meta, o governo central pretende extinguir de 1,5 mil a 2 mil prefeituras e cerca de 30 governos provinciais no país. (ANSA)


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