Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Prefeitos da Baixada definem obras do PAC com a Serla

Quinta, 04 de Outubro de 2007 às 06:36, por: CdB

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente da Serla, Marilene Ramos, recebem nesta quinta-feira, todos os prefeitos dos municípios da Baixada Fluminense na audiência pública que definirá as primeiras intervenções do projeto de Controle de Inundações, Urbanização e Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Iguaçu, Botas e Sarapuí.

A audiência será realizada às 17h, na Subsecretaria de Governo da Baixada Fluminense, em Nova Iguaçu. Haverá a participação de representantes de alguns bairros da Zona Oeste, como Bangu e Campo Grande, e de dirigentes de associações de moradores, de pescadores e demais membros da sociedade civil organizada.

Financiado com recursos oriundos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o projeto tem previsão orçamentária total de R$ 800 milhões. Para esta primeira etapa das obras, os recursos somam R$ 270 milhões e já foram liberados pela Caixa Econômica Federal, por meio do Ministério das Cidades.

Segundo a presidente da Serla, Marilene Ramos, a prioridade será a realocação de moradores que vivem às margens dos rios da região, que serão desassoreados e terão suas faixas marginais e entorno recuperados.

Para o remanejamento dos moradores, serão investidos R$ 75 milhões na construção de moradias com base no conceito de habitação-verde (green building). Elas consistem, entre outros itens, na utilização de telhas ecológicas, madeira de origem controlada, em pavimentos permeáveis que permitem a drenagem e o aproveitamento da água da chuva. A estimativa é que mais de 3 mil famílias sejam remanejadas das margens dos rios, onde há mais riscos de inundação.

Os R$ 195 milhões restantes serão aplicados no desassoreamento dos rios, na recuperação das áreas marginais, incluindo a implantação de parques de orla e avenidas-canal, replantio da vegetação ciliar e reflorestamento de áreas de nascente.

Além da preservação das áreas-pulmão, haverá a desobstrução e substituição de pontes, construção e recuperação de diques de contenção, renaturalização de cursos d'água, entre outras medidas de disciplinamento de uso do solo. Caberá às prefeituras da região medidas de contrapartida, como eficiência na coleta de lixo e ações de beneficiamento ambiental.

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