Prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL) abriu mais uma crise em seu governo. Após declarar que só não aceitou a candidatura, no ano que vem, à Presidência da República porque a cidade passaria a ter uma administração tucana, com a posse do vice-prefeito, Otávio Leite, o político pefelista se isola no contexto municipal. Leite tem exercido uma forte oposição a Maia na Câmara Municipal.
- No momento em que o PSDB passou a fazer oposição, fiquei imobilizado na prefeitura. Não poderia entregá-la a quem faz intensa oposição à execução do programa que nos elegeu - disse o prefeito.
Políticos ligados ao prefeito, no entanto, apontam as declarações como mais um dos "factóides" produzidos por sua estratégia política. Até mesmo o seu filho, líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia, não acredita que esta seja a sua última palavra, mesmo porque ele tem até o dia 31 de maio para decidir se fica no cargo ou concorre à Presidência ou ao governo do Estado, sendo esta última possibilidade a mais congitada por seus seguidores.
Enquanto o secretário-geral do PSDB, deputado Eduardo Paes (RJ), coloca panos quentes, ao afirmar que não existe crise entre os dois partidos, o vice-prefeito evita aprofundar as divergências:
- Ainda tem muito tempo para passar até março, quando começam as convenções. Até lá, muita coisa pode acontecer.