Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Prefeito de Caracas é preso por conspiração

O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos maiores críticos do presidente Nicolás Maduro, foi preso na noite desta quinta-feira, acusado de planejar um golpe de Estado na Venezuela.

Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 às 07:56, por: CdB
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Antonio Ledezma, um dos maiores opositores do presidente Nicolás Maduro na Venezuela, foi preso por acusações de conspirar contra o governo
  O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos maiores críticos do presidente Nicolás Maduro, foi preso na noite desta quinta-feira, acusado de planejar um golpe de Estado na Venezuela. Maduro vinha acusando Ledezma de conspirar contra o governo. O presidente fez um pronunciamento em rádio e televisão, declarando que o prefeito da capital venezuelana será punido por tentar desestabilizar o país, que enfrenta graves problemas econômicos. - Ledezma está sendo processado pelo sistema de Justiça venezuelano - afirmou Maduro. "Ele será responsabilizado por seus crimes. Peço o apoio da população para consolidar a justiça. Basta de conspirações", declarou o presidente. Recentemente, o prefeito de Caracas havia assinado uma resolução da oposição venezuelana que defendia uma mudança de governo no país. A esposa de Ledezma, Mitzy, denunciou via Twitter que o prefeito foi agredido e preso sem mandato judicial. "Responsabilizo o presidente Maduro pela vida de meu marido" afirmou, através do perfil do prefeito na rede social. Richard Blanco, correligionário de Ledezma no Partido Aliança Bravo Povo, também denunciou que o prefeito foi agredido durante a prisão. Liberdade A Human Rights Watch (HRW) pediu que o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, da oposição, seja libertado após o que classificou de detenção “arbitrária” por parte de agentes do serviço secreto da Venezuela. “Sem provas da prática de um delito, o prefeito nunca deveria ter sido detido e deveria ser imediatamente libertado. Caso isso não ocorra, estaremos perante um novo caso de detenção arbitrária de opositores, num país onde não há independência judicial”, afirmou o diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco. Em comunicado, a organização ressalta que o governo da Venezuela é "responsável pela vida e integridade física” de Antonio Ledezma, “detido sem ordem judicial e agredido” pelos agentes. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, confirmou que Ledezma vai ser alvo de um processo judicial “por todos os delitos cometidos contra a paz do país”. A detenção de Antonio Ledezma, líder do partido Alternativa Democrática, ocorreu na quinta-feira, um ano depois da detenção de outro membro da oposição Leopoldo López, dirigente do partido Vontade Popular.
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