Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Preços voltam a registrar deflação em Julho, segundo IGP-M

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% na primeira prévia de Julho, após cair 0,64% no mesmo período de junho, em meio a uma queda menor dos preços no atacado, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta quinta-feira.

Quinta, 10 de Julho de 2014 às 11:59, por: CdB
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A primeira prévia de julho do IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 e 30 do mês de junho
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% na primeira prévia de Julho, após cair 0,64% no mesmo período de junho, em meio a uma queda menor dos preços no atacado, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta quinta-feira. O IGP-M havia encerrado junho com deflação de 0,74%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,87% na primeira prévia de Julho, após cair 1,32% no mesmo período de Junho. Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no índice geral, mostrou ligeira aceleração da alta a 0,16%, contra 0,14% anteriormente. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, mostrou alta de 0,33%, desacelerando ante avanço de 1,91% na primeira apuração do mês anterior. O INCC responde por 10% do IGP-M. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. A primeira prévia de julho do IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 e 30 do mês de junho. Indústria em queda Ainda nesta quinta-feira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sete dos 14 locais pesquisados tiveram queda na produção industrial na passagem de abril para maio deste ano. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada nesta manhhã, a maior queda foi observada no Amazonas (9,7%), seguido da Bahia (6,8%) e da Região Nordeste (4,5%), cujos estados são analisados em conjunto. Também registraram queda o Rio de Janeiro (1,6%), o Espírito Santo (1,4%), o Rio Grande do Sul (1%) e Pernambuco (0,2%). Na média nacional, houve uma queda de 0,6%. Sete estados tiveram alta na produção e contribuíram para evitar uma queda maior da indústria: São Paulo (com alta de 1%), Pará (4,2%), Goiás (2,1%), Ceará (1,2%), Paraná (1,1%), Minas Gerais (0,5%) e Santa Catarina (0,3%). Na comparação entre maio deste ano e o mesmo período do ano passado, houve queda em oito dos 15 locais pesquisados (neste tipo de comparação, está incluído Mato Grosso), com destaque para Rio de Janeiro (7,9%), Rio Grande do Sul (7,8%), Bahia (6,6%) e Amazonas (5,8%). Também tiveram redução na produção industrial, Minas Gerais (4,1%), Paraná (3,7%), São Paulo (3,6%) e Região Nordeste (2,1%). Santa Catarina teve estabilidade, enquanto seis estados tiveram alta: Pará (36,3%), Goiás (4,2%), Pernambuco (1,7%), Ceará (1,1%), Mato Grosso (0,9%) e Espírito Santo (0,3%). No acumulado do ano, houve alta em oito locais, com destaque para o Pará (18%), estabilidade em um estado e queda em seis. Já no acumulado de 12 meses, houve alta em 11 locais, com destaque novamente para o estado do Pará (8,8%), e queda em quatro.
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