Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Preços têm variação positiva no início deste mês

Quarta, 19 de Março de 2008 às 08:10, por: CdB

O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) ficou em 0,78%, no segundo decêndio (período de dez dias) de março, conforme divulgou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas. O resultado é superior ao do mesmo período de fevereiro, que marcou 0,46%. Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços por Atacado variou 1,08% contra 0,55% da variação do mês anterior. Puxou a alta o grupo de Matérias, que passou de 0,38% para 2,24%. Os itens que mais contribuíram foram milho, tomate e soja.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou. Ficou em 0,06% contra 0,20%.  Segundo a FGV, quatro classes de despesas contribuíram nesse sentido. O destaque é o grupo de Alimentação que saiu de 0,12% para –0,31%. Puxaram a desaceleração o preço de frutas, arroz e feijão e carnes. O último indicador, o Índice Nacional de Custos da Construção registrou taxa de 0,52% contra 0,47% do segundo decênio de fevereiro. O taxa de destaque é o índice relativo a Materiais e serviços que avançou para 0,97, saindo de 0,83%.

O IGP-M do segundo decênio de março foi calculado com base nos preços de produtos coletados entre o dia 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. O IGP-M é um dos Índices Gerais de Preços que  registram a inflação de preços desde matérias primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. As duas outras versões são o IGP-DI e o IGP-10.

Segundo informa a Fundação Getulio Vargas, o que faz a distinção entre cada um deles é o período de coleta. Para o IGP-M são feitas três apurações mensais: duas prévias e uma de fechamento do índice. Para as outras versões é feita apenas uma apuração mensal. Os IGPs são compostos pelos índices Índice de Preços por Atacado (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), com poderações de 60%, 30% e 10% respectivamente.

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