A inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Preços ao Consumidor Semanal -IPC-S, apresentou variação de 0,14%, no fechamento de agosto, ante 0,24% da pesquisa anterior (período de 30 dias encerrado em 22 de agosto). Foi a menor oscilação desde a primeira semana de março deste ano, período em que havia avançado em 0,11%.
O grupo dos alimentos foi o que mais contribuiu para o resultado, com queda de 0,71%, ante o resultado negativo em 0,45%, na semana anterior. A variação foi a mais baixa desde a primeira semana de julho de 2006, quando o grupo apresentou deflação de 0,89%. Entre os itens que tiveram redução na média de preços estão as hortaliças e os legumes (-8,54% ante -7,08%); o arroz e o feijão (-3,49% ante -1,76%) , laticínios (-1,39% ante -0,84%) e carnes bovinas (-0,51% ante -0,41%).
Também ocorreu variação negativa, mas em processo de recuperação no grupo vestuário, que passou de -0,27% para -0,23%. Em habitação, o índice desacelerou de 0,85% para 0,72%, o mesmo acontecendo no caso de saúde e despesas pessoais com alta de 0,43% ante 0,54%. Os grupos educação, leitura e recreação saltaram de 0,06% para 0,26%; o de transportes passou de 0,18% para 0,21% e despesas diversas, de 0,97% para 1,04%.
Projeções
Pela quarta semana seguida, a projeção de analistas de mercado para o crescimento da economia em 2009 está em queda. Segundo o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central com base em estimativas para os principais indicadores da economia, a expectativa para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,65% para 3,60%.
Para este ano, no entanto, a expectativa permanece em 4,80%. No que diz respeito ao crescimento da produção industrial, a projeção para este ano caiu de 5,50 para 5,45% e, em 2009, passou de 4,23% para 4,20%.
Os analistas estimam que o dólar feche o ano em R$ 1,63, valor maior do que o previsto na pesquisa da semana passada (R$ 1,62). Para 2009, a projeção para o câmbio passou de R$ 1,72 para R$ 1,73.
A estimativa para o superávit comercial subiu de US$ 23,30 bilhões para US$ 23,50 bilhões, neste ano, e caiu de US$ 14,75 bilhões para US$ 14,25, em 2009. Para o déficit em transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior), a projeção passou de US$ 25,5 bilhões para US$ 26,4 bilhões, neste ano, e permanece em US$ 34,8 bilhões, em 2009.
Os entrevistados aumentaram a expectativa para o investimento estrangeiro direto de US$ 34,5 bilhões para US$ 35 bilhões, em 2008, e mantiveram a estimativa de US$ 30 bilhões para o próximo ano.