Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Preços seguem em alta neste início de ano nas principais capitais do país

Terça, 19 de Janeiro de 2010 às 13:01, por: CdB

A inflação em São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou alta de 0,85% na segunda quadrissemana de janeiro. O grupo transportes foi o que mais subiu (2,32%), seguido de educação (2,07%) e alimentação (1,26%). O único grupo que apresentou queda foi vestuário (-0,42%). Houve também variação positiva dos grupos habitação (0,15%), despesas pessoais (0,57%) e saúde (0,29%). No grupo habitação, a Fipe calcula as variações quadrissemanais em São Paulo para a faixa de renda familiar entre um e 20 salários mínimos.

A inflação semanal também registrou alta em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O maior aumento percentual foi observado em São Paulo, capital com maior peso na formação do índice global, cujo IPC-S passou de 0,45% para 0,93%. Houve, ainda, elevação em Recife (de 0,60% para 0,74%), no Rio de Janeiro (de 0,71% para 0,82%), em Salvador (de 0,44% para 0,64%), em Belo Horizonte (de 0,50% para 0,59%) e em Porto Alegre (de 0,09% para 0,12%). Brasília foi a única capital a apresentar decréscimo entre os dois levantamentos: de 0,19% para 0,16%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) de 15 de janeiro teve aumento de 0,27 ponto percentual e ficou em 0,78%. Houve aumento das taxas dos sete grupos pesquisados, mas os que mais pressionaram a inflação no período foram transportes, educação e alimentação.

Índice dos aluguéis

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV e que serve de base para os reajustes de contratos de aluguel, teve alta de 0,51% na segunda prévia de janeiro. No mesmo período de dezembro, a FGV havia apurado deflação de 0,18%. De acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira, nos 12 meses fechados em janeiro (anualizado) o índice acumula queda de 0,79%.

O resultado da segunda leitura de janeiro foi influenciado pelas elevações observadas nos três índices que compõem a taxa global. O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,44% depois de ter apresentado deflação de 0,38% um mês antes. Houve aumento na taxa relativa aos bens finais (de –0,60% para 0,72%), com a contribuição de alimentos processados (de –1,46% para 2,02%). Os bens intermediários passaram de –0,26% para 0,36%), influenciados por materiais e componentes para a manufatura (de –0,29% para 0,38%).

A variação dos preços das matérias-primas brutas também foi positiva (de –0,27% para 0,15%), puxada por bovinos (de -2,26% de –0,11%), arroz (em grão) (de -3,90% para 5,02%) e leite in natura (-3,77% para -2,31%). No período houve redução em soja (em grão) (de -1,04% para -3,45%), laranja (de 11,61% para 0,41%) e minério de cobre (de -0,01% para -3,37%).

Outro componente do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu de forma mais intensa do que no mês anterior e passou de 0,19% para 0,74% neste levantamento. Dos sete grupos de despesas, cinco tiveram acréscimos, com destaque para alimentação, cuja taxa passou de -0,03% para 1,19%; e transportes (de 0,31% para 1,53%).

No primeiro grupo, as altas em hortaliças e legumes (de –1,22% para 3,65%) e em laticínios (-2,13% para 1,03%) influenciaram o resultado. Já em transportes, a maior pressão partiu de tarifa de ônibus urbano (de 0,00% para 2,79%).

Também subiram com mais vigor os preços de educação, leitura e recreação (de 0,34% para 0,85%); saúde e cuidados pessoais (de 0,16% para 0,28%) e habitação (de 0,20% para 0,23%). Em sentido oposto, houve decréscimo em vestuário (de 0,93% para 0,77%) e em despesas diversas (0,19% para 0,18%).

Último componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,40%, acima da registrada no mês anterior (0,22%). A elevação foi puxada pelos materiais e equipamentos (de 0,23% para 0,36%) e pelo custo da mão de obra (de 0,21% para 0,44%). Para calcular a segunda prévia de janeiro do IGP-M, a FGV coletou dados entre os dias 21 de dezembro e 10 de janeiro.

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