Os preços, no atacado, sofreram uma nova alta no mês passado
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,48% em março, após avanço de 0,85% em fevereiro, pressionado principalmente pela aceleração da alta dos preços no atacado. Os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) registrou alta de 1,91%, ante avanço de 1,00% no mês anterior. O índice calcula as variações de preços de bens agropecuários e industriais nas transações em nível de produtor e responde por 60% do IGP-DI.
Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve avanço de 0,85%, ante 0,66% em fevereiro. O índice mede a evolução dos preços às famílias com renda entre um e 30 salários mínimos mensais, e corresponde a 30% do IGP-DI. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) avançou 0,28%, após alta de 0,33% na apuração anterior. O índice representa 10% do IGP-DI.
Compras a prazo
O número de consultas ao banco de dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) no Brasil, indicador que reflete o nível de atividade no comércio para compras parceladas, teve o pior resultado em março desde janeiro de 2012, divulgou a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), nesta segunda-feira.
Segundo a entidade, as consultas em março recuaram 4,83% sobre igual mês de 2013. Na avaliação da CNDL, o resultado representa uma tendência de desaquecimento da atividade varejista, em um cenário de juros e inflação em alta, o que reflete também as altas seguidas na taxa Selic, com o objetivo de deter a alta dos preços.
"Estamos passando por um momento muito difícil para o setor, já que o custo para comprar a prazo aumentou ao mesmo tempo em que o poder de compra do salário dos consumidores está crescendo menos", afirmou em nota o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.
Boas perspectivas
Ante fevereiro, as consultas subiram 4,18%, no menor crescimento para o mês desde 2012, quando considerada essa base de comparação. Como o carnaval caiu em março, disse Pellizzaro, a diminuição no fluxo de consumidores já era esperada nas primeiras semanas do mês.
"O carnaval paralisa praticamente o comércio em todo país, além de movimentar apenas segmentos específicos. Mas mesmo descontando esse efeito do carnaval, foi um trimestre fraco de vendas", acrescentou.
Na sexta-feira, o presidente da varejista Cia Hering, Fabio Hering, afirmou durante evento que o cenário para crescimento no primeiro trimestre foi difícil, mas que a perspectiva para o segundo semestre é melhor.
Já a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, afirmou em meados do mês passado que a rede de varejo teve um bom começo de ano em vendas.
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