Os preços no atacado, ou Producer Price Indexes (PPI) dos EUA, registraram alta de 1,9% em setembro. É o maior aumento desde janeiro de 1990, quando registrou aumento semelhante, informou nesta terça-feira o Departamento do Trabalho dos EUA. Segundo o departamento, os preços no atacado sofreram com o impulso registrado nos preços da gasolina, do gás natural e do combustível para calefação doméstica, devido ao fechamento das refinarias e plataformas petrolíferas na região do golfo do México e do Texas (sul dos EUA).
As instalações das indústrias petroquímica e petrolífera no país foram fechadas entre o fim de agosto e durante setembro devido às passagens dos furacões Katrina e Rita pelo país. Os preços dos alimentos subiram 1,4%, refletindo o aumento recorde no preços dos ovos, 49,3%. O núcleo da inflação no atacado, no qual estão excluídos os preços dos alimentos e da energia, subiu 0,3% em setembro, o que também foi visto como negativo pelos economistas, uma vez que em agosto o núcleo da inflação permaneceu estável. O aumento no núcleo foi o maior desde julho, quando subiu 0,4%. Nos últimos 12 meses, o núcleo da inflação acumulou alta de 2,6%.
Ainda em setembro, os preços da energia subiram 7,1%, maior aumento em um mês desde os 7,5% registrados em outubro de 1990. Os preços da gasolina no atacado subiram 12,7%; os do gás natural, 9%; e os do combustível para calefação, 4,8%. A inflação no atacado não passa de 1,9% desde novembro de 1974, quando chegou a 2%, que seguiu-se aos efeitos do primeiro choque do petróleo, em 1973. No acumulado dos últimos 12 meses, os preços no atacado subiram 6,9%, maior alta desde os 12 meses encerrados em novembro de 1990, quando o aumento chegou a 7%.
Semana passada, foi divulgado o CPI (sigla em inglês para índice de preços ao consumidor) de setembro, que mostrou uma alta de 1,2%, outra alta significativa, com a disparada de 17,9% registrada nos preços da gasolina.