Os preços de alimentos voltaram a apresentar queda e os do cigarro diminuíram a alta, fazendo a inflação ao consumidor em São Paulo desacelerar mais que o esperado na leitura do início de junho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,23% na primeira quadrissemana deste mês, abaixo do avanço de 0,33% registrado em todo o mês de maio, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira.
Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam taxa de 0,29% para a quadrissemana, de acordo com a mediana de 10 estimativas que variaram de 0,27% a 0,30%. Os preços do grupo Alimentação tiveram variação negativa de 0,11% na abertura do mês, após subirem 0,07% em maio. Os de Despesas Pessoais, que estão refletindo o reajuste dos cigarros concedido pelo governo, registraram elevação de 0,94%, ante alta anterior de 1,68%.
Os custos de Transportes aceleram ligeiramente o ritmo de queda, para 0,17 % na primeira quadrissemana de junho, ante baixa de 0,12 % em maio. Em compensação, os preços de Saúde subiram mais, em 0,81% no início deste mês, contra avanço anterior de 0,75%.
O IPC da primeira quadrissemana de junho mediu os preços de 8 de maio a 7 de junho. O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.
Consumo
Outra pesquisa, também divulgada nesta terça-feira, mostra que o consumo das famílias cresceu 1,3%, 22º crescimento consecutivo na comparação com o mesmo período do ano passado, mas desacelerou em relação ao quarto trimestre de 2008 (2,2%). Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o comportamento da massa salarial real, que, após crescer 7,6% no quarto trimestre de 2008, teve um aumento menor (5,2%) no primeiro trimestre de 2009.
A despesa de consumo da administração pública variou 2,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2008. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números foram bem recebidos pelo ministro Guido Mantega, da Fazenda, que atribuiu à alta do consumo a leve recuperação da economia brasileira no último trimestre.