A inflação ao consumidor em São Paulo desacelerou em outubro, puxada pela queda dos preços da maioria dos componentes do índice. A pressão de tarifas, por outro lado, continua pesando. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu para 0,63%, contra uma inflação de 0,84% em setembro. Este resultado é o mesmo registrado em agosto e a menor leitura para outubro desde outubro de 2000, quando registrou 0,01%.
O resultado está dentro da previsão dos analistas. A média de previsões de 10 deles ouvidos pela Reuters ontem apontava para uma taxa de 0,63%. Os prognósticos variaram de 0,60% a 0,75%. A estimativa de Heron do Carmo, coordenador do IPC da Fipe era de 0,60%.
Os custos do grupo Alimentação avançaram 0,82%, abaixo da elevação de 0,96% vista no período anterior. A maior alta do mês foi registrada no grupo Habitação, que compreende as tarifas e cujos preços subiram 1,16%, acima do avanço de 0,93% em setembro.
Os outros cinco grupos do IPC tiveram elevações menores de preços em relação a setembro. O item Despesas Pessoais chegou a mostrar queda de custos, de 0,07%.
Analistas acreditam que a inflação continuará se mostrando sob controle até o final do ano, mostrando uma leve aceleração em dezembro, quando o índice começa a captar o aumento das mensalidades escolar.
A sondagem da Reuters mostrou que a média de previsões de oito analistas --dois não responderam-- para a inflação em São Paulo em 2003 está em 8,7%. Em 2002, o IPC subiu 9,9%.
O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos. A Fipe, da Universidade de São Paulo, divulga os dados do IPC a cada semana.