Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Preços ao produtor têm forte alta nos alimentos durante o mês passado

O Índice de Preços ao Produtor subiu 1,33% em junho, ante 0,24% em maio, na alta mais forte desde maio do ano passado, com forte impacto dos alimentos e em meio à valorização recente do dólar.

Quarta, 31 de Julho de 2013 às 11:45, por: CdB
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O Índice de Preços ao Produtor subiu 1,33% em junho
O Índice de Preços ao Produtor subiu 1,33% em junho, ante 0,24% em maio, na alta mais forte desde maio do ano passado, com forte impacto dos alimentos e em meio à valorização recente do dólar. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou nesta quarta-feira o dado de maio deste ano depois de anunciar anteriormente alta de 0,28%. Em maio do ano passado, o IPP subiu 1,69%. Em junho, 19 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços na comparação com o mês anterior, contra 17 em maio. As maiores variações positivas na comparação mensal foram registradas em fumo (4,73%), papel e celulose (4,40%), outros equipamentos de transporte (4,11%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,99%). De acordo com o IBGE, em todos esses destaques houve efeito da valorização da moeda norte-americana, que acumulou em junho alta de 4,17% ante o real. "O dólar teve uma presença espalhada no IPP de junho", disse o pesquisador do IBGE Manuel Campos Souza Neto. - Boa parte do fumo processado é exportado, a celulose também é dolarizada e equipamento de transportes tem muita exportação. Já equipamento de informática depende de componentes importados - detalhou o pesquisador. Alimentos Mas o maior impacto sobre o índice veio dos produtos alimentícios, que subiram 2,35% no mês, a maior variação desde julho de 2012, quando foi de 3,10%. O impacto foi de 0,45 ponto percentual. Até então, os alimentos, que pesam cerca de 20%  no IPP, vinham segurando a alta do índice devido aos efeitos da safra recorde prevista para este ano. Mas o segmento foi influenciado pela alta do dólar e pela maior exportação de farelo de soja e carnes, segundo o IBGE. - Com o dólar mais alto, os produtores brasileiros aproveitam para vender mais lá fora. Houve ainda o efeito da maior demanda de farelo de soja brasileiro por parte dos Estados Unidos - explicou Souza Neto. Outros impactos importantes para a alta do IPP vieram de outros produtos químicos (0,22 ponto percentual), papel e celulose (0,15 ponto) e metalurgia (0,13 ponto). Já no acumulado em 12 meses até junho, o IPP subiu 4,25%, com destaque para papel e celulose (10,12%), fumo (9,27%), borracha e plástico (7,24%) e bebidas (5,66%). Os principais impactos de alta vieram de alimentos (0,81 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,58 ponto), outros produtos químicos (0,55 ponto) e papel e celulose (0,33 ponto). O IPP mede os preços "na porta das fábricas" e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor. Com a ajuda de Transportes após a revogação do aumento das tarifas do transporte público em várias capitais e Alimentação, os preços ao consumidor perderam força em julho, quando o IPCA-15 desacelerou a alta para 0,07%, voltando a ficar abaixo do teto da meta do governo. Entretanto, o nível elevado da inflação ajudou a abalar a confiança do consumidor, que atingiu em julho o menor nível desde maio de 2009. Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa básica de juro Selic em 0,5 ponto, para 8,50%. Na ata do encontro, o BC deixou claro que manterá o atual ritmo de aperto monetário para fazer a inflação declinar até 2014.
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