Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Preços ao produtor teimam em subir apesar dos juros altos

Terça, 07 de Janeiro de 2014 às 10:53, por: CdB
economia22.jpg
O Índice de Preços ao Produtor subiu em novembro
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) terminou o mês de novembro com variação de 0,62%, invertendo o ritmo de queda registrado de setembro para outubro, quando houve recuo de 0,45%. O indicador foi divulgado nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mede a variação dos preços de produtos da indústria de transformação na porta das fábricas, sem custos de frete e impostos. A alta nas taxas de juros não refletiu, ainda, neste segmento da economia de maneira a reduzir os preços praticados. Em novembro, o IPP teve variação positiva em 16 das 23 atividades pesquisadas, enquanto em outubro, apenas nove haviam apresentado aumento de preços. As maiores altas foram registradas no setor de fumo (5,10%), outros equipamentos de transporte (3,08%) e calçados e artigos de couro (2,78%). Apesar disso, a maior influência veio da indústria alimentícia, que subiu 1,22% e pesou com 0,25 ponto percentual no resultado. Os produtos que mais contribuíram para o aumento dos preços na indústria de alimentos foram o açúcar cristal, os resíduos de extração de soja e os sucos concentrados de laranja. O resultado de novembro elevou o acumulado do índice em 12 meses para 5,47%. Em outubro, a mesma soma estava em 5,09%. Já em 2013, a inflação medida pelo IPP acumula alta de 5,04%. Tanto no acumulado de 12 meses quanto no do ano corrente, o fumo foi a atividade com maior variação, de 14,63% no primeiro caso e 12,94% no segundo. A taxa de novembro foi a quarta maior registrada no ano, perdendo para os meses em que houve as maiores desvalorizações do real frente ao dólar: agosto, que teve IPP de 1,43%; junho, que fechou em 1,32%; e julho, em 1,21%. Produção em alta A energia, vital para a indústria de transformação, tem atendido a uma produção aquecida nos últimos meses, apesar da frequentes altas no preço dos produtos. O consumo total de energia elétrica no país foi 39.902 gigawatts-hora (GWh) em novembro, aumento de 3,3% em comparação ao mesmo mês de 2012. No acumulado do ano, o consumo também teve alta de 3,3%. Os dados fazem parte da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada na véspera pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As residências puxaram o resultado do mês, com alta de 4,2%, seguidas pelo comércio e serviços (4,8%). Nas residências do país, o consumo somou 10.666 GWh em novembro, com aumento de 427 GWh em relação a igual período do ano passado. O Nordeste foi responsável por mais da metade do acréscimo de energia (236 GWh). A alta se deu após o expressivo aumento de novembro de 2012 (10%), influenciado, então, pelo efeito do calor em mercados de grande demanda nas regiões Sul e Sudeste. A indústria consumiu 15.761 GWh de energia elétrica no mês de novembro, levando a taxa dos últimos 12 meses do setor a registrar o primeiro resultado positivo para o período, pequena alta de 0,1%. Na comparação com novembro de 2012, o consumo industrial de energia cresceu 1,8%. A Região Sul foi a que mais contribuiu para o resultado do mês, todos os estados tiveram crescimento. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste, o Norte e o Sudeste. A única região que apresentou decréscimo foi o Nordeste. No comércio e serviços, o crescimento em novembro (4,8%) foi inferior ao registrado em igual período de 2012 (13,7%). “Clima mais ameno nas regiões Sudeste e Sul e atividade menos intensa, sobretudo no setor comercial, explicam a diferença entre os dois resultados”, diz o informe da EPE. Na avaliação da EPE, a retração está relacionada à queda nas vendas e no percentual de famílias endividadas, que passou de 59% para 63% no período, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio. “Essa desaceleração tem influído na confiança dos empresários do setor, que, pelo quarto mês consecutivo, mostrou-se em nível inferior ao de 2012. A expectativa do setor para os próximos meses, no entanto, é de recuperação gradual do ritmo de vendas, com necessidade de incremento de estoques e de contratação de funcionários”.
Tags:
Edições digital e impressa