Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Preços ao consumidor dos EUA ficam estáveis em agosto

Os preços ao consumidor dos Estados Unidos praticamente não subiram em agosto, mas o aumento dos aluguéis e dos custos de saúde apontaram para uma estabilização na inflação que pode permitir ao Federal Reserve começar a reduzir suas compras de títulos.

Terça, 17 de Setembro de 2013 às 11:27, por: CdB
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Os preços ao consumidor dos Estados Unidos praticamente não subiram em agosto
Os preços ao consumidor dos Estados Unidos praticamente não subiram em agosto, mas o aumento dos aluguéis e dos custos de saúde apontaram para uma estabilização na inflação que pode permitir ao Federal Reserve começar a reduzir suas compras de títulos. O Departamento do Trabalho informou nesta terça-feira que seu Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,1 %  em agosto, depois de ter avançado 0,2%  em julho. Nos 12 meses até agosto, a alta dos preços aos consumidor desacelerou para 1,5%, após avanço de 2,0%  em julho. Economistas consultados pela Reuters esperavam que os preços ao consumidor subissem 0,2%  no mês passado e que aumentassem 1,6%  ante o ano anterior. Excluindo os componentes voláteis de energia e alimentos, o chamado núcleo dos preços ao consumidor subiu 0,1%, após alta de 0,2%  em cada um dos últimos três meses. Os aluguéis e a área de saúde foram responsáveis pela maior parte da alta no núcleo dos preços. Isso levou a alta dos preços nos últimos 12 meses para 1,8%, a maior desde março. O núcleo dos preços ao consumidor tinha subido 1,7% em julho. O aumento regular no núcleo de preços na base anual pode aliviar as preocupações entre as autoridades do Fed quanto à possível consolidação de uma tendência desinflacionária. - Temos a expectativa de que veremos o núcleo subir ainda neste ano - disse o economista Peter Newland do Barclays Capital. "O núcleo da inflação deve se aproximar da meta (do Fed) nos próximos meses". Mais cedo neste ano o núcleo da inflação estava desacelerando, e alcançou níveis que deixaram algumas das autoridades do Fed desconfortáveis. O núcleo vem subindo nos dois últimos meses a partir da mínima em dois anos de 1,6%  atingida em junho. Os dados da inflação foram divulgados em meio ao preparo das autoridades do Fed para reunião nesta terça-feira e na quarta-feira para avaliar a política monetária. Economistas em geral esperam que o banco central dos EUA vá anunciar a redução dos US$ 85 bilhões que compra em títulos por mês para manter as taxas de juros baixas. A meta do Fed é de 2%, embora o banco acompanhe uma medida que tende a ficar um pouco abaixo do Índice de Preços ao Consumidor. O chairman do Fed, Ben Bernanke, considera a inflação baixo algo temporário e espera que os preços subam conforme a economia se fortalece.  
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