Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Preços ao consumidor caem após sete semanas

Terça, 01 de Novembro de 2005 às 11:28, por: CdB

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal, apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou em 0,42% na semana encerrada em 31 de outubro. A taxa ficou abaixo da registrada na semana anterior, de 0,48%. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a Fundação Getúlio Vargas informa que, após sete semanas consecutivas apresentando altas, o IPC-S voltou a desacelerar-se. As principais contribuições para este movimento partiram dos grupos Habitação e Transportes.

Para os técnicos da FGV, a instituição, a desaceleração só não foi maior por conta da elevação da taxa do grupo Alimentação. Depois de um ano e seis meses apresentando taxas negativas, os preços dos alimentos voltaram a subir. As maiores altas ficaram por conta de carne, frutas, hortaliças e legumes.

O núcleo do índice, porém, avançou 0,37% em outubro, ante alta de 0,29% em setembro. O dado do mês passado foi o maior do segundo semestre, mas é menor que as leituras dos cinco primeiros meses do ano. Nos 12 meses, o núcleo acumula alta de 5,3% e no ano, de 4,37%. O índice de difusão - que mede o percentual de produtos com variação positiva de preços - atingiu 55% em outubro, contra 49% em setembro. Os preços do grupo Alimentação subiram 0,14% em outubro, interrompendo 18 semanas de queda. Em setembro, o recuo foi de 1,03%.

Os custos de hortaliças e legumes declinaram 1% em outubro, ante 5,21% no mês anterior. Os preços de carnes bovinas aumentaram 5,39%, contra 0,02% em setembro. Os de Transportes avançaram 1,88%, ante 1,55% no mês anterior. A alta desse grupo, que reflete o reajuste dos combustíveis autorizado pela Petrobras em setembro, desacelerou em relação à leitura do IPC-S de 22 de setembro, quando havia sido de 2,22%.

Os preços do item combustíveis e lubrificantes tiveram aumento de 4,07% em outubro, comparado a 4,46% em setembro. Os preços da gasolina subiram 3,63% em outubro, ante 4,75% em setembro. Entre os individuais, as três maiores foram foram de gasolina, ônibus urbano (1,47%), e energia elétrica (0,85%). As principais variações negativas vieram de manga (-24,33%), leite longa vida (-2,31%) e limão (-11,45%).

O IPC-S de outubro apurou a variação dos preços entre os dias 1 e 31 do mês passado, comparando-os aos de 1 e 30 de setembro.

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