Agência citou casos do Brasil e do Chile, que ainda estão conseguindo conter a alta registrada em várias regiões do mundo.
Pão está mais caro
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, informou que o preço dos alimentos na América Latina teve uma alta menor, que a registrada em outras regiões do mundo, em janeiro.
Segundo especialistas da FAO, os preços internacionais não foram repassados, automaticamente, aos preços internos.
Crise Alimentar
Em nível global, a alta de 3,7% para os cereais é a maior desde a crise alimentar de 2007 e 2008.
O encarregado da sede da FAO para América Latina e Caribe, em Santiago do Chile, Alan Bojanic, disse que a alta, observada em 11 países da região, foi moderada apesar de pressões inflacionárias devido ao encarecimento dos combustíveis e dos alimentos.
A agência também acredita que a revalorização da taxa de câmbio, em muitos países, estaria ajudando a amortizar os preços, apesar de altos níveis de inflação em outras partes do mundo.
A FAO citou os casos do Brasil e do Chile, onde a tendência de alta foi controlada.
De acordo com as pesquisas em 16 países latino-americanos e caribenhos, os consumidores estão pagando mais pelo pão, pelos cereais, massas, óleo de cozinha e açúcar. Já o preço da carne, dos derivados de leite e dos ovos varia de país para país.
A FAO disse que quem mais sofre com a subida são as camadas mais pobres da população, que podem acabar gastando até 70% do que ganham com comida.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.