Os preços futuros do petróleo negociados nos Estados Unidos subiram mais de US$ 1, ficando acima de US$ 41 o barril nesta terça-feira, após um ataque de militantes na Arábia Saudita no final de semana enfatizar a vulnerabilidade da oferta do produto no Oriente Médio. Os contratos futuros para julho avançaram US$ 1,13, para US$ 41,01.
Os ataques em Khobar, onde muitas empresas petrolíferas têm escritórios, matou 22 pessoas, incluindo 19 estrangeiros, mas as instalações de petróleo aparentemente não tiveram danos. A al Qaeda é suspeita do ataque. Em Londres, os contratos do petróleo tipo Brent subiam US$ 1,85, para US$ 38,45 o barril.
Apreensão
Em Beirute, os produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disseram nesta terça-feira temer que qualquer acordo para aumentar os limites de produção esta semana possa não ser suficiente para reduzir os altos preços de petróleo mundiais.
Os ministros da Opep, que se renúnem em Beirute na quinta-feira, devem discutir a elevação dos limites de oferta em 2 a 2,5 milhões de barris por dia, ou 8% a 11%.
O ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, afirmou nesta terça-feira que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fará seu melhor para assegurar que os mercados mundiais de petróleo sejam suficientemente abastecidos.
Questionado sobre se as instalações petrolíferas de seu país estão seguras após ataques no final de semana, ele respondeu que "sim", sem dar mais detalhes.
Segurança
O Kuweit está reforçando a segurança em suas instalações petrolíferas e está coordenando uma discussão com países do Golfo sobre proteção contra ataques como os de Khobar, na Arábia Saudita, disse o ministro do petróleo kuweitiano, xeique Ahmad al-Fahd al-Sabah, nesta terça-feira.
- Precisamos continuar cautelosos e confiar em nossa organização de segurança. Estamos coordenando entre os países do Golfo para evitar ataques - disse ele a jornalistas.
O ministro reiterou que o Kuweit apóia um aumento de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de 2,5 milhões de barris por dia na reunião de quinta-feira do cartel.
Mas as crescentes preocupações com a instabilidade política no principal produtor do cartel, a Arábia Saudita, após o ataque no final de semana supostamente pela Al Qaeda, podem prejudicar os esforços da Opep em derrubar os preços.
O ministro de Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, disse que apóia uma alta de produção, mas alertou que "um aumento na oferta não ajudará a diminuir os preços".
- A Opep tem espaço limitado para fazer qualquer coisa sobre o preço. Não existe interrupção real de abastecimento, então o melhor que eles podem esperrar é que tenha algum impacto psicológico - disse o analista Geoff Pyne.
A produção da Opep está atualmente em pelo menos 2,3 milhões de barris por dia acima dos limites de 23,5 milhões de bpd, então um aumento só irá legitimar a produção existente.