O preço do petróleo seguiu a tendência desta segunda-feira e abriu a sua cotação em queda de 0,7 pontos percentuais, em Londres. Para contratos com vencimento em fevereiro de 2005, operou em ligeira alta. O risco de diminuição, ou mesmo interrupção, da produção na Rússia e no Oriente Médio afeta a confiança dos investidores. O barril para entrega em fevereiro estava cotado a US$ 45,87, alta de 0,2%, no início da manhã, depois de fechar a US$ 45,78. O barril do petróleo Brent, por sua vez, estava em baixa de 0,02%, cotado a US$ 42,43.
O preço registrou altas, desde a semana passada, após a divulgação de uma queda de 100 mil barris de petróleo no estoque comercial dos EUA. Com a chegada do inverno e com as nevascas que já atingem a costa leste do país, os investidores temem que uma eventual corrida à procura de combustível para calefação supere a capacidade americana de suprir o mercado com o produto.
As refinarias do golfo do México, que tiveram sua produção suspensa em setembro, devido à passagem de furacões na região, ainda não recuperaram sua plena capacidade de operação.
Para o relatório do Departamento de Energia americano sobre estoques desta semana são esperadas acentuadas quedas, tanto no estoque de petróleo como no de destilados.
O temor de atentados terroristas também pressiona a cotação da commodity. Nesta quinta-feira, os preços oscilaram após a divulgação, em um site islâmico, de mensagem atribuída a Bin Laden, em que o líder terrorista convocado ataques a instalações petrolíferas, "em particular no Iraque e no Golfo Pérsico". Domingo, uma nova mensagem atribuída à Al Qaeda, mas cuja autenticidade ainda não foi comprovada, convocou seus militantes a atacar instalações petrolíferas na Arábia Saudita.
A venda da principal subsidiária da petrolífera russa Yukos, a Yuganskneftegaz, para um grupo desconhecido, a Baikal Financial, também abalou a confiança dos investidores, que temem que uma eventual queda na produção petrolífera do país esteja a caminho. A Yukos ainda tem outros problemas. A empresa entrou, há uma semana, com um pedido de concordata na Corte de Falências do Estado do Texas, nos EUA, para tentar suspender o leilão da Yuganskneftegaz - no que não teve sucesso. A dívida fiscal da Yukos é, hoje, de mais de US$ 27 bilhões.
O consumo na China também põe o mercado petrolífero em condição de alerta: o país importou 45,6% a mais de petróleo em novembro do que no mesmo mês de 2003.